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Peixe espera que Neymar atue como cabo eleitoral para acerto com Ganso

Peixe espera que Neymar atue como cabo eleitoral para acerto com Ganso

Atualizado: Terça-feira, 15 Março de 2011 as 9:42

O Santos espera contar com seu menino prodígio para tentar encerrar de uma vez o imbróglio em que se transformou a ampliação do contrato de Paulo Henrique Ganso. Apoiado na amizade que existe entre Neymar e o camisa 10 alvinegro, o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro acredita que o atacante pode atuar como uma espécie de cabo eleitoral do Peixe.

Neymar teve seu contrato renovado pelo Santos em agosto passado, depois de recusar um salário de cerca de € 4 milhões (R$ 9 milhões) por ano, mais luvas, oferecidos pelo Chelsea, para permanecer no Brasil. Desde então, o acordo do atleta com o clube passou a valer até o fim de 2015, e a multa, a partir de 1º de dezembro de 2010, subiu para € 45 milhões (R$ 101 milhões) - antes era de € 35 milhões (R$ 79 milhões). Os vencimentos do atleta também aumentaram. Entre salários pagos pelo Alvinegro e acordos publicitários, estima-se que o atacante receba algo em torno de R$ 500 mil.     - O Neymar é um aliado do Santos. Ele já teve o seu contrato revisto e poderia falar para o Ganso que não está arrependido do que fez. Se for perguntado, o Neymar vai dizer que tomou a decisão certa. O Ganso deveria ouvir o seu irmãozinho - disse o presidente santista ao GLOBOESPORTE.COM, lembrando a forma carinhosa como os dois atletas se tratam.

Santos e Ganso conversam sobre algumas mudanças no contrato do atleta desde agosto passado. As tratativas esfriaram durante o período em que o meia precisou deixar os gramados para tratar uma lesão no joelho esquerdo, há cerca de sete meses. No entanto, desde o mês passado, Paulo Henrique tem tornado pública a sua insatisfação pela demora.

O grande problema é o valor da multa. Os representantes do jogador nem fazem tanta questão de um aumento substancial. Na verdade, os valores oferecidos pelo clube agradaram. O contrato seria ampliado também por mais um ano, até 2016. O problema é que eles querem uma diminuição no valor da multa rescisória, atualmente estipulada em € 50 milhões (aproximadamente R$ 113 milhões). O objetivo é convencer o Peixe a baixar para um valor entre € 35 e 40 milhões. É uma tentativa de tornar viável uma negociação para o exterior, já que a multa atual assusta até mesmo os endinheirados clubes europeus.

- Ele e os seus representantes procuram atender aos seus interesses e isso é legítimo. A multa é um elemento inibidor de assédio e um instrumento para proteger o clube. A proposta que fizemos é de primeiro mundo, de futebol europeu, suportada por uma série de ações de marketing que ele pode desenvolver com a ajuda do Santos, como estamos fazendo com o Neymar. Essa semana temos um jogo decisivo, contra o Colo Colo (quarta-feira, no Chile, pela Libertadores), mas espero que isso se resolva até a semana que vem - afirmou o dirigente.

Enquanto as conversas entre Santos e os representantes de Paulo Henrique Ganso prosseguem, o atleta segue sendo blindado pelo clube, que evita o colocar em entrevistas coletivas oficiais, com as marcas dos patrocinadores por trás. Teme uma nova explosão de insatisfação diante da marca dos apoiadores do clube. Na sexta-feira passada, estava prevista uma conversa do jogador com os jornalistas, que foi cancelada pelo Peixe. O mesmo ocorreu no sábado, depois da vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo-SP, pelo Paulistão, que marcou o retorno do meia aos gramados - a assessoria do clube alegou que o atleta demoraria muito no exame antidoping. Na chegada da equipe a Santiago, na última segunda-feira, o jogador atendeu a imprensa rapidamente no aeroporto da capital chilena. O jogado tem concedido entrevistas individuais, marcadas por intermédio de sua assessoria pessoal.      

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