MENU

Pênalti no último minuto tira a vitória do Santos sobre o Cerro. Crise segue

Pênalti no último minuto tira a vitória do Santos sobre o Cerro. Crise segue

Atualizado: Quinta-feira, 3 Março de 2011 as 8:18

A crise na Vila Belmiro parece não ter fim. Quando parecia que tudo daria certo, quando se acreditava que, enfim, o Santos conseguiria sua primeira vitória na Taça Libertadores e assumiria a ponta do Grupo 5, um pênalti. Edu Dracena derrubou Bareiro na linha da grande área no último minuto do jogo. Nanni rolou a bola para o canto direito. Rafael fez o seu malabarismo, pulou sobre a linha, tentou desestabilizar o batedor, que o ignorou solenemente. O jogo terminou 1 a 1. Elano havia marcado primeiro, aos dez da etapa final. A alegria alvinegra durou 35 minutos.

Foi a primeira partida do Alvinegro sem o técnico Adílson Batista, demitido no domingo. Marcelo Martelotte segue à frente da equipe, enquanto a diretoria não define o novo treinador. O time já soma quatro jogos sem vitória - três empates e uma derrota. Coincidentemente, a série começou quando Neymar voltou ao time.

Com o resultado, o Santos vai a dois pontos ganhos. Está na terceira posição do Grupo 5. O Cerro Porteño, com quatro, lidera a chave.

Peixe fora de sintonia

Um lance aos 33 minutos de jogo resumiu o espírito da equipe santista. Zé Eduardo recebeu livre pela esquerda e, em vez de tentar o cruzamento de pé esquerdo, simples, para Neymar e Diogo que entravam, tentou dar de letra e entregou a bola para o adversário. Deu mesmo a impressão de que os jogadores do Santos não perceberam se tratar de um jogo de Taça Libertadores. O time alvinegro tinha a posse de bola, rondava a área adversária, mas desperdiçava passes demais. Equipe dispersa, nervosa em alguns momentos, desconcentrada em outros, fora de sintonia sempre. A torcida tentou apoiar no início, mas logo passou a vaiar. Diogo, que deveria ser o elo entre o meio e o ataque, tinha dificuldades para dominar a bola. Elano, que deveria armar o time, insistia em passes longos e improdutivos O Santos só levava algum perigo em lampejos esporádicos de Neymar, que alternou momentos de velocidade e habilidade com outros de pura displicência. Mesmo ficando com a bola por mais tempo, o Peixe não exigiu nenhuma defesa do goleiro Barreto. O Cerro, com duas linhas de quatro, marcava muito bem e ainda tinha liberdade para contra-atacar com perigo. O argentino Iturbe, de 17 anos, confirmava a badalação em torno dele. Com muita velocidade, levava perigo à defesa santista. Aos 37, ele recebeu pelo meio e partiu em direção ao gol, ultrapassando marcadores. Chegou à linha de fundo e brecou a bola de repente, deixando Jonathan no chão. Sorte dos santistas que Nuñes, que recebeu o cruzamento do projeto de craque, errou a cabeçada. Esse lance e uma defesa de Rafael em cobrança de falta de Nuñes foram os momentos de maior perigo na etapa inicial.

Um gol que valia a ponta O Santos voltou melhor para o segundo tempo. Pelo menos mais aceso, ambicioso. Os passes ficaram mais curtos e, conseqüentemente, passaram a ser acertados. Aos nove minutos, Diogo acertou sua primeira jogada. Uma grande jogada, aliás. Ele dominou pelo meio, ganhou do marcador e deu um passe preciso para Zé Eduardo, que entrava pelo meio. O atacante, livre, tentou driblar o goleiro, mas levou uma rasteira. Pênalti, que Elano bateu, aos dez, e converteu.

Um misto de alegria e alívio nas arquibancadas da Vila Belmiro. O murmúrio de preocupação deu lugar a gritos e cantos. Um que significava muito. Afinal, com ele, o Santos ia assumindo a liderança do Grupo 5, ultrapassando o próprio Cerro Porteño e o Colo Colo-CHI.

Após o gol, porém, o Santos recuou, chamando o Cerro Porteño. A tática era perigosa, pois os paraguaios voltaram a rondar a área alvinegra. Por outro lado, abria preciosos espaços para a equipe da casa. Aos 40, numa dessas jogadas, o Peixe só não ampliou porque espirrou o taco de Jonathan. Ele apareceu pela direita, livrou-se do marcador com um corte para o pé esquerdo. Na hora do chute, pegou totalmente torto. A bola mal saiu do lugar.

Jonathan mal sabia que esse lance faria tanta falta. Aos 45, Bareiro recebeu de costas e foi derrubado por Edu Dracena. Pênalti. O último ato da partida. Nanni, aos 47, bateu, fez e definiu o jogo.  

veja também