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Perto do Mundial, Raulzinho admite: 'Já passa um filme na minha cabeça'

Perto do Mundial, Raulzinho admite: 'Já passa um filme na minha cabeça'

Atualizado: Terça-feira, 3 Agosto de 2010 as 1:19

Na noite de sexta-feira, Raulzinho foi o primeiro a pisar no ginásio. Bem antes dos companheiros, ele já treinava arremessos no Marina Barra Clube. Quase três horas depois, foi também o último a deixar a quadra, recebendo orientações individuais do argentino Fernando Duró, assistente de Rubén Magnano. A disposição é a mesma, mas a perspectiva mudou. O armador de 18 anos chegou só para pegar experiência com os mais velhos, mas agora está bem perto de carimbar seu passaporte para o Mundial da Turquia. Cauteloso, ele prefere não cantar vitória. Só não consegue impedir que o pensamento voe.

- Não gosto de me considerar lá, porque ainda tem bastante treino aqui, além dos jogos amistosos em Brasília. Mas já passa um filme na minha cabeça. Meu primeiro Mundial, tão cedo, é o sonho de qualquer atleta. Estou muito feliz por isso – disse o jogador ao GLOBOESPORTE.COM após o treino de sexta.

Assim como os igualmente jovens Lucas Bebê e Jordan Burger, Raulzinho foi chamado para treinar com os adultos e ganhar vivência na seleção. O pedido de dispensa de Valtinho, que seria reserva de Huertas na armação, já alimentou a esperança do garoto. Quando Magnano puxou apenas dois jogadores do Sul-Americano e liberou Paulinho Boracini para reforçar a seleção B, o cenário se desenhou: tudo leva a crer que ele vai ao Mundial ao lado de Huertas e Nezinho.

- Desde o pedido de dispensa do Valtinho, minha esperança já foi maior. Eu vim só para treinar e sabia que ele ia puxar no mínimo um armador da seleção B. Mas o Valtinho não veio, então a possibilidade está grande – explica Raulzinho, um dos 13 jogadores que continuam na seleção. Magnano ainda terá de fazer um corte e deve eliminar um dos seis pivôs, provavelmente Hátila, que também se juntou ao elenco para reforçar os treinos.

A seleção treina no Rio até quarta-feira e, na quinta, embarca para Brasília, onde disputará um torneio amistoso contra Venezuela, Angola e Chile. Mesmo que algo saia do rumo e Raulzinho não fique na lista final, a experiência já valeu a pena.

- Está sendo muito bom. Para mim, para o Jordan e para o Bebê, a comissão técnica entende que existe uma possibilidade de estar na seleção no futuro, ajudando até mais do que hoje. Eles já passaram por isso, e a força que dão é muito grande – festeja.

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