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Pet, o executivo: candidato a técnico, meia não abre mão de seus negócios

Pet, o executivo: candidato a técnico, meia não abre mão de seus negócios

Atualizado: Terça-feira, 7 Junho de 2011 as 10:04

No seu escritório, Petkovic orienta um de seus funcionários a só efetuar o pagamento por um serviço no dia em que ele for prestado, jamais antes. Pet confere sua caixa de e-mails, fica contrariado quando percebe que não chegou uma mensagem de uma das pessoas envolvidas nos bastidores do documentário 'O Gringo'. Pede para a assessora fazer uma ligação. Durante a chamada, perde a paciência e pega o telefone para ele mesmo resolver o problema. Com o fim da carreira de jogador, o executivo pretende ser treinador, mas sem deixar de lado seus diversos negócios espalhados pelo mundo.

    Pet: postura de craque na gestão de negócios (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)       Pet tem investimentos na Sérvia e no Brasil. No seu país, montou um spa, escritório de arquitetura, café. Por aqui, uma pizzaria, investimentos imobiliários e uma empresa de recursos humanos em Juiz de Fora. O gringo chegou a ser sócio de Vanderlei Luxemburgo em algumas clínicas de futebol, mas o negócio não foi adiante e Pet tirou o time de campo.

Meticuloso, atento aos conselhos de amigos, entendedor de receitas e investimentos, Pet define até mesmo o corte e o modelo dos seus ternos, traje que veste sua figura de empresário.

- Há quase 15 anos a minha vida de empresário acontece paralelamente à carreira de jogador de futebol. Comecei a investir em diferentes ramos, pois tive a oportunidade de conhecer pessoas de bom nível, inteligentes, empresários que me ajudaram muito. O futebol nos leva dos mais humildes aos mais graduados – declarou Pet, enquanto fechava o botão do blazer, cruzava as pernas e voltava novamente o olhar para seus e-mails.

Para se ter uma ideia de sua fama de bom administrador, Petkovic também é o presidente da recém-criada Câmara de Comércio Sérvia-Brasil.       O sérvio capricha no estilo: roupa sob medida

(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)       - Aprendi que negócio não é fácil, leva um tempo para vingar, tem que se ajeitar para começar a render, ou para você perceber que não deu certo e mudar as coisas. Enquanto a gente tem receitas que são significativas, aproveitamos os investimentos, compramos as coisas. Tenho investimentos financeiros, imobiliários. Comecei a investir para ver se dava certo. Na minha terra, tenho um spa, uma empresa de arquitetura, café, pizzaria. No Brasil também tenho a pizzaria, um instituto de desenvolvimento humano, minha loja virtual de marketing de eventos.

Pet também se preocupa com o visual e manda fazer ternos sob medida. Ele opina na confecção das roupas. Estilistas como Vittorio Osella fazem parte do novo cotidiano. Na empresa Erlu Tecidos Finos são escolhidos os materiais dos ternos.

- Não quero que fique feio. Por isso, participo – brincou o gringo.

Os costureiros não podem errar no ofício, mas Pet sabe que no seu ramo de negócios algumas falhas acontecem, e é preciso remendá-las para não ter prejuízos.

- Tenho direito de errar, pois dá para recuperar. Comecei e, ao longo dos anos, o negócio está se estabelecendo.          

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