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Pilotos brasileiros buscam reação e afirmação na temporada 2011 da F-1

Pilotos brasileiros buscam reação e afirmação na temporada 2011 da F-1

Atualizado: Terça-feira, 22 Março de 2011 as 4:02

Dos quatro brasileiros que foram titulares na Fórmula 1 na temporada 2010, apenas metade se manteve nos postos para este ano. Felipe Massa e Rubens Barrichello continuam na Ferrari e na Williams, respectivamente, mas Lucas di Grassi e Bruno Senna acabaram perdendo suas vagas. O sobrinho do tricampeão Ayrton Senna conseguiu se recolocar como reserva da Renault-Lotus, e o baiano Luiz Razia é o terceiro piloto da Lotus do empresário Tony Fernandes. Confira abaixo o que esperar dos pilotos brasileiros neste campeonato da maior categoria do automobilismo.

- Felipe Massa (Ferrari)

Após um 2010 bastante complicado, marcado pelos problemas com o aquecimento dos pneus e pelo incidente do GP da Alemanha, quando cedeu a vitória a Fernando Alonso, Felipe Massa começa 2011 precisando provar que pode superar seu companheiro de equipe, o bicampeão Fernando Alonso. No ano passado, o brasileiro ficou muito atrás do espanhol no campeonato e teve de trabalhar para ele, o vice-campeão, nas últimas corridas.

A tarefa não é das mais fáceis, mas as atividades começaram bem para ele. Massa se adaptou bem aos pneus Pirelli, menos resistentes e que exigem uma tocada mais suave na pilotagem. Desde o ano passado, nos primeiros testes em Abu Dhabi, o brasileiro sempre esteve entre os primeiros. Além disso, o 150º Itália, carro da equipe italiana para 2011, parece casar bem com seu estilo, ao contrário do modelo do ano passado.

A tarefa, entretanto, não é das mais fáceis. Massa chegou a ser ironizado pelo presidente Luca di Montezemolo, que deu nota 7 para a temporada do brasileiro em 2010 e disse que o irmão do piloto tinha andado na parte final do ano. Dentro da Ferrari há muito tempo, ele terá igualdade de condições no início do ano para tentar superar o bom ambiente que Alonso deixou após o vice.

- Sempre estive sob pressão em minha carreira. Aliás, sou o primeiro a me pressionar. O importante é andar bem e estar tranquilo no cockpit. Sinto a confiança e o respeito que a Ferrari tem por mim. Gosto de ler que eles falam bem de mim, não nego, mas acho que é assim para todo mundo. O que conta é ter um carro que se adapte ao meu estilo. Sei que as coisas não funcionaram bem no ano passado, mas tenho de olhar para o futuro e ir bem nesta temporada.

- Rubens Barrichello (Williams)

Veterano da Fórmula 1, recordista de participações em GPs e em sua 19ª temporada na categoria, Rubens Barrichello é parte de um plano ambicioso da Williams. A experiência do brasileiro de 38 anos é fundamental para a equipe inglesa tentar se reerguer e voltar aos bons tempos de vitórias nas décadas de 1980 e 1990, quando conquistou nove títulos de construtores.

Em seu último ano de contrato com a equipe, Barrichello terá como companheiro o venezuelano Pastor Maldonado, em um claro exemplo das dificuldades que a Williams vive. Apesar do título da GP2 em 2010, o novato nunca foi considerado um talento promissor e chegou à Fórmula 1 graças à enorme verba investida por seus patrocinadores (US$ 43 milhões): o Governo da Venezuela, de Hugo Chávez, e a PDVSA, estatal petrolífera local. O brasileiro  não deverá ter problemas para superar o colega em 2011. A meta do piloto e da equipe é ficar regularmente na zona de pontuação e tentar beliscar alguns pódios.

- Estamos melhor em termos do que em 2010. O carro é diferente, por isso preciso tratá-lo de maneira diferente, mas gosto muito dele. É difícil dizer o quanto mais rápido está, mas é muito mais agradável de pilotar do que o da temporada passada. Sou otimista e sei o quanto gostaria de dizer que vamos andar muito bem, mas quero estar no Q3 e marcar pontos. Acho que é possível.

- Bruno Senna (Renault-Lotus)

Após um ano complicado como titular da Hispania, com direito até a uma incômoda substituição pelo japonês Sakon Yamamoto no GP da Inglaterra porque a equipe precisava de dinheiro, Bruno Senna não teve uma pré-temporada das mais fáceis. Sem vaga no time espanhol, ele negociou com a Lotus de Tony Fernandes, mas as conversas não evoluíram. Sem vaga, restou ao brasileiro aceitar o convite de Eric Boullier para ser reserva da Renault-Lotus em 2011.

Após o acidente de Robert Kubica, que pode ficar fora de toda a temporada, o brasileiro viu o alemão Nick Heidfeld assumir a vaga do polonês, mas fez um bom teste em Jerez de la Frontera. Em um time que tem o irregular russo Vitaly Petrov como segundo piloto, Bruno pode, se continuar a impressionar os engenheiros, conseguir uma vaga de titular em 2012.

- É muito legal que esteja entrando em uma equipe bem estabelecida. Estou orgulhoso desta conquista. Este ano será de integração e de extrair o que puder dentro de um ambiente tão competitivo. Ser parte deste projeto me dará uma experiência valiosa, e agora preciso aproveitá-la ao máximo. Espero provar à equipe que mereço receber uma oportunidade no futuro.

- Luiz Razia (Lotus)

Luiz Razia, de 22 anos, é o mais jovem entre os brasileiros da Fórmula 1 neste ano. Ele foi contratado pela Lotus para ser o reserva ao lado do indiano Karun Chandhok, anunciado nesta terça, e o italiano Davide Valsecchi. Razia e Valsecchi correrão juntos pelo Team Air Asia, espécie de equipe satélite na GP2, nesta temporada, enquanto vai conciliar alguns treinos livres nas sextas-feiras de GPs.

O baiano fechou um acordo com o time no fim de janeiro e terá direito a participar de, no mínimo, quatro treinos livres de sexta-feira, inclusive o do GP do Brasil, em Interlagos. Ele será o primeiro reserva da dupla formada por Heikki Kovalainen e Jarno Trulli, confirmada pelo segundo ano seguido no time anglo-maiaio, de propriedade do empresário Tony Fernandes.

- Estou absolutamente feliz com a vaga de terceiro piloto. Tenho uma chance excelente de ganhar experiência na Fórmula 1. A equipe será bem sucedida muito em breve e irá lutar por pontos assim que for possível - diz Razia.      

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