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Pilotos estrangeiros do rali exaltam abertura dos moradores no Jalapão

Pilotos estrangeiros do rali exaltam abertura dos moradores no Jalapão

Atualizado: Quarta-feira, 18 Agosto de 2010 as 2:50

Mesmo com pouca estrutura, a cidade de São Félix do Tocantins, no meio do deserto do Jalapão, agradou aos principais pilotos estrangeiros que disputam o Rally dos Sertões em 2010. O simpático polonês Rafal Sonik, líder entre os quadriciclos, ficou impressionado com as belezas naturais e com a hospitalidade dos moradores. Após a primeira perna da etapa maratona, ele aproveitou o tempo vago para visitar o famoso Fervedouro, um dos lugares mais conhecidos da região.

- É minha primeira vez no Brasil e nos Sertões. Aqui no Jalapão é muito bonito, é um grande lugar para se estar. Fui nadar no rio e tenho de admitir: é demais. Estou me divertindo muito. Não achei muitos lugares como este. Já me disseram que aqui é o fim do mundo. É bem perto, é verdade (risos). É uma experiência única, surpreendente. As pessoas são muito amistosas. É algo que vou levar do Brasil no meu coração - diz Sonik.

Marc Coma, bicampeão do Rally Dacar e líder entre as motos, disse que guardará na lembrança a experiência de dormir em um local tão isolado. Ele destacou que não teve problemas para se fazer comunicar com os moradores.

- As pessoas são legais, o país é bom e estou gostando de participar do rali aqui no Jalapão. É minha terceira vez na competição. Ter de dormir no meio do nada é algo que vou me lembrar para o resto da vida. Estive no rio para tomar um banho e é muito gostoso. A comunicação é tranquila. Dá para me fazer entender bem, as pessoas são legais. Estou gostando disso - afirma Coma. Sonik ficou impressionado também com a pista de pouso para aviões, na entrada da cidade. Os aviões aterrissam atrás das casas de vários moradores. Bem-humorado, o polonês brincou com a inusitada situação.

- Estava sentado no restaurante aqui perto comendo algo, porque não tomo cafe da manhã antes da etapa, e fiquei surpreso que atrás do local tinha uma pista de pouso, com dois ou três aviões lá. Quando fui ao lago (o Fervedouro), pedi brincando ao motorista para que me levasse ao aeroporto (risos). Queria ter uma câmera de vídeo. É algo que não dá para imaginar na Europa.

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