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Pilotos se dividem entre adrenalina e frio na barriga na hora da largada

Pilotos se dividem entre adrenalina e frio na barriga na hora da largada

Atualizado: Sexta-feira, 27 Maio de 2011 as 9:27

No corre-corre das ruas e avenidas brasileiras, o verde, o amarelo e o vermelho dos semáforos orientam os veículos. Na Stock Car, todos os pilotos ficam de olho apenas na luz vermelha. Quando ela se apaga, foi dada a largada. É o instante de maior concentração e inteligência para os pilotos tomarem decisões rápidas.

- A largada com certeza é o momento de maior adrenalina na prova, você está sempre pensando no que pode vir pela frente, ao mesmo tempo não temos como saber como os outros pilotos vão largar. É uma incógnita - afirmou Ricardo Maurício, campeão da Stock Car em 2008.

A largada em Nova Rita (RS): momento de tensão e concentração (Foto: Fernanda Freixosa/Divulgação)  

- Essa é a hora em que nada pode tirar a nossa atenção. Ficamos de olho em cada movimento, o posicionamento do nosso carro e o cuidado com os outros pilotos. Enfim, temos que estar preparados para sairmos de diversos tipos de situações - disse Rodrigo Navarro, dono do carro 22 da JF Racing.

Muitas categorias do automobilismo mundial funcionam com largadas paradas: os carros se alinham no grid, esperam as luzes se apagarem e aí sim estão autorizados a acelerar forte. Na Stock Car, o sistema é diferente: primeiro, os pilotos participam de uma volta de apresentação e, na reta de chegada, recebem autorização para pisarem fundo. Isso se o grid estiver bem alinhado. Caso contrário, o diretor da prova obriga os pilotos a darem mais uma volta de apresentação, aumentando a expectativa dentro do cockpit.

- Já sentimos um frio na barriga na hora de entrar no carro. Em todas as outras categorias que eu corri, a largada era parada e tinha uma sensação um pouco diferente. Na Stock Car, temos que ficar atentos. Eu sempre larguei bem em todas as categorias e sempre gostei desse momento de tensão - afirmou Tuka Rocha, do carro 25 da Vogel Motorsport.

Dono do carro 10 da RZ Motorsport, Ricardo Zonta "sente" o relógio mais devagar neste momento. O ex-piloto de Fórmula 1 admite que na hora que a luz vermelha se apaga é vital muita atenção e olho vivo nos adversários.

- Manter a concentração e o foco são as principais tarefas da largada. São cinco segundos que valem por uma hora, que demoram a passar. Então, penso sempre em fazer a primeira curva em primeiro, independentemente da posição de largada - comentou.

A luz vermelha apagada orienta os carros da Stock Car: é hora de pisar fundo (Foto: Duda Bairros/Divulgação)

  Bicampeão da Stock Car em 2004 e 2005, Giuliano Losacco fica muito concentrado na luz vermelha. Para ele, uma fração de segundos pode fazer diferença na briga por posições.

- Fico de olho no sinal e no carro que está a minha frente, para quando as luzes vermelhas se apagarem eu tentar ser mais rápido e já garantir uma vantagem para a ultrapassagem no final da reta. É um momento de muita adrenalina, onde o principal pensamento é mesmo acelerar - declarou.

O campeão de 2010, Max Wilson, se preocupa com os acidentes neste momento, que podem acabar tirando o piloto da corrida antes mesmo de completar a primeira volta.

- Assim como tentamos ultrapassagens, os outros pilotos também estão buscando a mesma coisa. Além de ultrapassar seus concorrentes, é preciso muito cuidado para também defender a sua posição. O início da prova pode ser bastante conturbado, com muitos toques entre os carros, mas é algo natural em todas as categorias. Como sempre, atenção, concentração e um pouco de sorte são fundamentais para fazer uma boa largada - finalizou.            

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