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Pivô de doping, técnico Jayme Neto Jr. é banido do atletismo

Pivô de doping, técnico Jayme Neto Jr. é banido do atletismo

Atualizado: Quarta-feira, 12 Maio de 2010 as 4:11

Por decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat), os técnicos Jayme Netto Júnior e Inaldo Justino Sena estão banidos do atletismo. Ambos foram pivôs do caso de doping coletivo constatado em Presidente Prudente no mês de junho de 2009.

Em primeira instância, os dois treinadores foram suspensos por quatro anos pela Comissão Disciplinar Nacional. Em seguida, no entanto, a Cbat entrou com recurso, aceito pelo Pleno do STJD em sessão realizada na noite da última terça-feira, na cidade de Manaus.

Jayme Netto Júnior treinou a equipe brasileira de revezamento 4x100m que ganhou o bronze nas Olimpíadas de Atlanta-1996 e a prata em Sidney-2000. Ele também participou dos títulos Pan-Americanos de Winnipeg-1999, Santo Domingo-2003 e Rio de Janeiro-2007, além do vice-mundial de Paris-2003.

Além do banimento dos treinadores, os oito membros do STJD também seguiram o voto do relator Caupolican Padilha Júnior e acataram o recurso da Cbat contra a redução da pena dos cinco atletas envolvidos no caso e que testaram positivo no antidoping então realizado.

Antes treinados por Jayme Netto e Inaldo Sena, Jorge Célio, Bruno Sena, Josiane Tito, Lucimara Silvestre e Luciana França já cumpriam suspensão de dois anos, conforme prevê o regulamento da Agência Mundial Antidoping (WADA) e da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

A Comissão Disciplinar Nacional havia reduzido a pena do grupo pela metade. Com a decisão da STJD, contudo, eles serão obrigados a cumprir mesmo os dois anos de afastamento. Já os atletas Rodrigo Bargas e Evelyn Santos, que estavam afastados preventivamente, foram punidos com seis meses de suspensão - pena já cumprida.

O relator e os demais membros do STJD consideraram o parecer da Comissão de Inquérito que a Cbat formou à época para investigar o caso, segundo a qual Rodrigo e Evelyn colaboraram com as investigações, o que foi entendido como atenuante no julgamento.

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