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Polêmicas, fracassos e decepção marcam o fim da gestão Belluzzo

Polêmicas, fracassos e decepção marcam o fim da gestão Belluzzo

Atualizado: Quarta-feira, 19 Janeiro de 2011 as 3:04

Nesta quarta-feira, Luiz Gonzaga Belluzzo terá seus últimos momentos como presidente do Palmeiras. Nas eleições marcadas para esta noite, o vencedor da disputa terá como principal missão resgatar o prestígio do clube no cenário nacional – Arnaldo Tirone, Salvador Hugo Palaia e Paulo Nobre são os concorrentes. E o badalado economista, que surgiu no um a esperança no Alviverde no início de 2009 e até posava para fotos com torcedores, como se fora uma grande celebridade, deixa a cadeira de mandatário sem títulos, mas com uma coleção de encrencas, fiascos e até problemas de saúde.

Belluzzo declarou nesta quarta que Nobre é seu predileto. O fato de não acompanhá-lo durante a campanha mexeu com Palaia, que abriu mão de ser candidato na eleição passada para apoiar o atual mandatário. Até por isso, ele é um dos maiores críticos do presidente

- Ele pode ser um ótimo economista. Mas como dirigente de futebol foi um fracasso – afirmou em uma entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.

Além dos inimigos próximos, Belluzzo ainda leva no seu currículo campanhas fracassadas. Em 2009, por exemplo, o time caiu na semifinal do Paulista, foi eliminado da Libertadores e perdeu a chance de conquistar o Brasileiro e a vaga para o torneio continental, depois de liderar boa parte da competição – fechou em quinto lugar. A saída de Vanderlei Luxemburgo e a demora na chegada de Muricy Ramalho também dividiram opiniões no clube. O Alviverde investiu alto em treinadores, mas depois teve de arcar com os custos das indenizações nas suas saídas.

No campeonato nacional, Belluzzo ainda sofreu com uma dura punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Depois da vitória por 1 a 0 do Fluminense sobre o Alviverde no Macaranã, o presidente do time paulista disparou contra o árbitro Carlos Eugênio Simon, reclamando da anulação de um gol de Obina e dos critérios de arbitragem. Entre os xingamentos, Belluzzo chamou Simon de “vigarista, safado, sem vergonha e crápula”. Como punição, pegou 270 dias de gancho.

No Paulista passado, novo fracasso. Depois de trocar Muricy por Antônio Carlos Zago, o time sequer conseguiu se classificar para as fases finais da competição. Na Copa do Brasil, eliminação precoce novamente, nas quartas de final. E os fiascos, agora então sob comando do técnico Luiz Felipe Scolari, se repetiram na Sul-Americana e no Brasileirão.

O coração de Belluzzo também reclamou. Em setembro, o presidente precisou se licenciar do cargo para cuidar da saúde e realizar um cateterismo. Foram 45 dias longe do clube. Até hoje o economista sofre os efeitos - ele sente fortes dores no peito por ter um osso inflamado.

No campo financeiro, área que domina como professor e economista, problemas. Belluzzo diz ter pago mais de R$ 40 milhões em débitos fiscais. No entanto, os últimos balancetes do clube em reuniões do Conselho de Orientação Fiscal (COF) foram reprovados. Sem falar nos problemas com os atletas, que alegavam não estarem recebendo os direitos de imagem no fim da temporada passada.

O mandatário, porém, gaba-se de ter dado início às obras da Arena Palestra Itália. O mandato de Belluzzo se encerra com economista sofrendo críticas pela maneira como a negociação para que o clube tivesse Ronaldinho Gaúcho foi conduzida. Depois de várias conversas com Roberto Assis, irmão e empresário do atleta, o Palmeiras abriu mão da briga pelo jogador. Disparou contra Assis, criticando o modo como o agente levou as conversas com Grêmio e Flamengo. E decepcionou o torcedor.

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