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Poluição em Pequim ainda é incógnita para remadores

Poluição em Pequim ainda é incógnita para remadores

Atualizado: Sexta-feira, 1 Agosto de 2008 as 12

Poluição em Pequim ainda é incógnita para remadores

 

 A raia olímpica de Shunyi foi aprovada por unanimidade pelos remadores brasileiros. Bem sinalizada, ampla e sem ventos fortes, é perfeita para obtenção de tempos baixos e é tida como a mais perfeita dentre todas as edições de Jogos Olímpicos. Apenas um ponto incomoda a equipe: a poluição.

"É uma coisa realmente impressionante. Da cabeceira da raia não conseguimos enxergar a bóia que demarca os mil metros de percurso. É uma neblina tremenda, parece que estamos em Londres", diz o chefe de equipe Julio Noronha.

Numa iniciativa do COB com a CBR e a rede CENESP, foram feitos diversos exames nos seis remadores brasileiros ainda no Brasil, com o intuito de identificar sensibilidade aos gases poluentes e problemas respiratórios. Os atletas chegaram a Pequim munidos com equipamentos para terapias respiratórias. Fabiana Beltrame foi uma das atletas que recebeu recomendações sobre cuidados especiais com a poluição. Até agora, passou no teste.

"Fizemos treinos leves e ainda não deu para sentir muito a poluição no nariz, garganta e pulmão. Mas acho que quando apertarmos o treinamento devemos sentir mais. Não dá para ver nada no céu, nem o sol. Não vemos as coisas mais distantes. É bem estranho", comenta a skiffista do Brasil, sem demonstrar tanta preocupação embora tenha recebido recomenação para uso de máscara, caso sinta dificuldade para respirar. "O que mais senti até agora foi o calor. Estava um caldeirão!", completa.

Camila Carvalho, do double skiff peso leve, explica "em bom português" a sensação na China. "É quente e úmido como Manaus e poluído como São Paulo. Mas estamos adorando. Fora isso, tudo é perfeito", encerra a remadora brasiliense.

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