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Ponte Preta vira, classifica-se em quinto, e tira Palmeiras da liderança

Ponte Preta vira, classifica-se em quinto, e tira Palmeiras da liderança

Atualizado: Domingo, 17 Abril de 2011 as 7:06

Por GLOBOESPORTE.COM Campinas, SP

  Claro que é importante terminar a primeira fase do Campeonato Paulista na liderança. Mas para o Palmeiras, o destino tratou de colocar o teoricamente mais fraco Mirassol em vez de Ponte Preta ou Portuguesa nas quartas de final. Neste domingo, a Ponte saiu atrás no Moisés Lucarelli, mas foi valente e conseguiu a virada por 2 a 1 sobre o Verdão, com gols de Márcio Diogo e Renatinho. Max Santos abriu o placar para o Alviverde. O resultado, somado ao empate entre São Paulo e Oeste, tiraram do Palmeiras a ponta da tabela e uma invencibilidade que já durava 15 partidas.

Com 41 pontos, o time fica empatado com o São Paulo, mas perde a liderança por ter uma vitória a menos no campeonato. Foi a primeira vez no ano em que o time de Luiz Felipe Scolari tomou dois gols no mesmo jogo. Com a segunda posição, a equipe pega o Mirassol, sétimo colocado, no próximo final de semana, no Pacaembu. As datas e horários das quartas de final serão definidas nesta segunda-feira pela Federação Paulista de Futebol.

Confira a classificação final da primeira fase do Paulistão

Enquanto isso, a Ponte atingiu seu objetivo de ficar em quinto. Com 32 pontos, o time de Gílson Kleina enfrentará o Santos, na Vila Belmiro. Vale destacar que, na fase de classificação, a Macaca venceu Palmeiras, Corinthians e São Paulo, além de ter empatado com o Santos.

Pardalzinho de um lado, frango do outro

Felipão foi de time misto para o duelo. Poupou a melhor defesa do Paulistão, com Danilo e Thiago Heleno, e também deixou no banco o volante Marcos Assunção e o atacante Luan. Brecha para Leandro Amaro, Maurício Ramos, João Vitor e Max Santos mostrarem futebol ao chefe.

O “amistoso” foi de dar sono nos primeiros 20 minutos. Muito chutão para o lado oposto, faltas duras e criatividade zero no meio-campo das duas equipes. O Palmeiras, sem um armador nato, teve de recorrer a Kleber, que a todo momento recuou para buscar a bola e tentar tabelar com os companheiros. Tinga, responsável pela ligação entre meio e ataque, errou muitos passes e foi apagado.

Por conta disso, o Gladiador recebeu mais faltas do que a sua média – que já é alta. Conivente, o árbitro Sálvio Spinola pouco agiu, aparecendo apenas em um cartão amarelo dado para Josimar. O rodízio de faltas para cima do capitão palmeirense irritou o técnico Luiz Felipe Scolari, que cogitou substituir seu artilheiro ainda no primeiro tempo, para evitar um prejuízo maior.

Max Santos, o Pardalzinho, comemora de joelhos seu primeiro gol pelo Palmeiras (Foto: Agência Estado)   O jogo só esquentou graças à uma falha inexplicável do goleiro Bruno. Se houvesse uma cartilha de como sofrer um frango, o camisa 1 da Ponte daria exemplo. Aos 20 minutos, em chute despretensioso de Max Santos, o Pardalzinho, Bruno fez pose para encaixar a bola, mas a redonda acabou passando por baixo das pernas dele e entrou mansa, ultrapassando a linha em alguns centímetros. Sálvio Spínola titubeou, mas confirmou o lance segundos depois. Foi o primeiro gol do Pardalzinho com a camisa alviverde.

Aí, a Ponte também acordou. E o empate veio logo, aos 25 minutos. Em bom passe de Uendel pela esquerda, Márcio Diogo girou em cima de Leandro Amaro e invadiu sozinho a área, cara a cara com Deola. Foi só encher o pé e deslocar o goleiro palmeirense: 1 a 1 e o sétimo gol sofrido em 19 jogos do Verdão no campeonato. Depois do gol, mais jogadas duras e nada de advertência do árbitro. Felipão se irritou de vez.

Pressão e virada da Macaca

Assim, restou ao técnico tirar Kleber de campo. O Gladiador foi poupado das pancadas e Vinícius entrou em seu lugar. No entanto, o Palmeiras tirou o pé e jogou como se não tivesse de confirmar a liderança, já que o São Paulo perdia para o Oeste por 1 a 0. A Ponte, buscando uma melhor colocação na tabela, resolveu ir para cima.

O Verdão sofreu com a pressão do time da casa. Em uma bola mal tirada por Rivaldo, Guilherme arrematou de primeira e acertou a trave de Deola. Depois, o camisa 22 teve de fazer defesa difícil em uma bomba de Lucas. E nada de o Palmeiras atacar e levar perigo.

O castigo veio aos 30 minutos, em dois lances em estádios diferentes. Primeiro, em Mogi Mirim, Henrique empatou o jogo para o São Paulo: 1 a 1. E pouco depois, no Majestoso, foi a vez de Renatinho soltar uma bomba de fora da área e marcar o golaço da virada. A combinação tirava o Palmeiras da liderança, mas dava, em teoria, um adversário mais tranquilo na próxima fase: o Mirassol.

Estava bom para os dois lados, que passaram a trocar bolas sem muita disposição. Afinal, o que vale, mesmo, é a partir do próximo fim de semana.

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