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Primeira campeã em Pan, técnica usa 'My way' como resposta após corte

Primeira campeã em Pan, técnica usa 'My way' como resposta após corte

Atualizado: Segunda-feira, 17 Outubro de 2011 as 9:14

Camila Ferezin chora após a conquista do ouro

(Foto: Luiz Pires / Vipcomm)     De fevereiro para cá, ela só viu o filho duas vezes por mês. Quando os árbitros em Guadalajara anunciaram a medalha de ouro, abraçou cada uma das seis meninas do conjunto como se fossem suas filhas. Filhas que ganhou há pouco tempo. Campeã em Winnipeg-1999 como ginasta e em Santo Domingo-2003 como assistente-técnica, Camila Ferezin abdicou da companhia da família para treinar a seleção de ginástica rítmica até o maior objetivo do ano: os Jogos Pan-Americanos. E transformou toda a equipe. Tudo do seu jeito.

Quando estava escolhendo uma das músicas para as coreografias, leu a letra de “My Way” e não teve dúvidas. Era daquele jeito que ela retornaria a um lugar do qual tinha sido afastada.

- Quando assumi a seleção, falei: “Assumo, mas deixem que eu faça do meu jeito”. Comecei um trabalho com ginastas novas que têm tudo para chegar a 2016. É um trabalho para 2016, mas arrisquei. Elas são inexperientes. Mais da metade nunca tinha participado de um campeonato mundial e de cara foram para um pré-olímpico, na França. Não conseguimos a vaga olímpica, mas atingimos o objetivo: o ouro no Pan.

Depois do ouro em Santo Domingo e das Olimpíadas de Atenas-2004, a seleção passou a treinar em Vitória. Nessa transição, Camila ficou fora da comissão técnica.

- Justo no Pan do Rio eu fiquei fora. Foi muito triste. Era o que eu mais sonhava.

Em fevereiro, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) então fez o convite para que Camila voltasse. Teria, porém, de morar em Aracaju. O filho, João Lucas, de 12 anos, ficou em Londrina.

- É muito difícil ficar longe da família, mas uma medalha como essa compensa tudo. A cada 15 dias ele ia a Aracaju, e eu a cada 15 dias ia a Londrina.

Sacrifício recompensado, Camila pode voltar a abraçar suas meninas mais duas vezes. Nesta segunda elas disputam a final de bolas.

- Voltar como técnica e com o ouro faz eu me sentir muito realizada. Durante esse tempo, aprendi muita coisa. Fui treinar as ginastas do meu clube. Acho que assumi a seleção no momento certo.          

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