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Quase homônimo do cantor, Arthur Belchor só fala alto com as mãos

Quase homônimo do cantor, Arthur Belchor só fala alto com as mãos

Atualizado: Sábado, 21 Maio de 2011 as 7:19

O sobrenome só não é de cantor por uma letra, mas ainda assim não é fácil ouvir a voz de Arthur Luiz Belchor. Quase sempre tranquilão, o ala do Brasília mantém o tom sereno o tempo todo e, geralmente, só fala alto com as mãos. É dele o melhor aproveitamento de arremessos do time na temporada, seja perto da cesta ou lá atrás, na linha de três pontos. Nascido na capital federal 28 anos atrás, ele se orgulha de estar na final do NBB de 2011 contra Franca. E isso não é nenhuma novidade.Nas últimas cinco decisões nacionais ele estava lá com a equipe. Na noite de quinta-feira, Arthur manteve a mão calibrada, acertou quatro dos seus cinco chutes e terminou com 15 pontos na   impressionante vitória sobre Franca . O time brasiliense lidera a série decisiva de melhor de cinco por 1 a 0 - o próximo jogo será neste sábado, às 21h30m, no interior paulista.Sentado no banco do ginásio Nilson Nelson após mais uma sessão de arremessos, o ala de 2m de altura bateu um papo com o GLOBOESPORTE.COM. Sem alterar a voz, claro.       GLOBOESPORTE.COM: Se contarmos a disputa que foi parar na Justiça em 2006, entre Ribeirão Preto e Franca, esta é a sua sexta decisão de Nacional consecutiva. Como isso se explica? Comprou um passaporte eterno para as finais? ARTHUR:   (Risos) É claro que meus times sempre tiveram bons jogadores, de seleção brasileira, foram fatores positivos, deu tudo certo para mim. Esta sexta final seguida eu quero coroar com o título, fico feliz pela cidade. Os dois títulos que conquistamos, até as derrotas que a gente teve, a série que não terminou, eu lembro bastante de todos esses detalhes. Mas a mais marcante foi mesmo a do ano passado. A gente vinha de duas derrotas para o Flamengo, com uma pressão psicológica muito grande. Conseguir vencer foi um fato muito importante para mim.

Acontece com frequência de o treino acabar e você ficar arremessando sozinho, ou chegar mais cedo ao ginásio para treinar. Hoje você é o melhor do time no aproveitamento dos chutes de dois e de três. É fruto desse trabalho? Eu sempre gostei, desde cedo, de ficar arremessando bola sozinho. É claro que quando você é moleque acaba fazendo mais, está mais empolgado. Mas até hoje eu faço. Às vezes chego mais cedo, às vezes mais tarde, meia hora, uma hora batendo bola. É a minha característica. Eu dependo muito dos arremessos, então meu aproveitamento tem que ser bom. Como neste ano estou indo bem, dá mais motivação ainda para treinar e ajudar o time. Claro que ainda tem uma margem para melhorar, mas estou muito bem na quadra, no ambiente com o grupo, em tudo.

Este momento deve ser ainda mais especial para você, que nasceu em Brasília. É um sentimento diferente disputar tantas finais representando a sua cidade? Estar numa final de qualquer jeito, por um time de ponta, já é muito importante. Estando na sua cidade, esse sentimento duplica, felicidade dobrada. Minha família, meus amigos de infância, todo mundo sente orgulho de ter um representante da cidade no time. Fico muito motivado com isso, em todo lugar que eu vou o povo comenta.

Como começou sua relação com o basquete em Brasília? Eu sempre fiz esporte desde moleque, futebol, natação, vôlei. Gostava de todos, mas com 13 anos fui fazer basquete. Já no segundo treino a técnica me chamou para jogar na equipe da minha idade. Aí eu não ia pagar escolinha, que minha mãe pagava. Parei com todos os outros esportes e me dediquei só ao basquete. Eu era alto e isso também foi importante. Comecei a jogar em 1995 e não parei mais.

Você começou a aparecer pouco depois, em Ribeirão, mas acabou voltando a Brasília. Jogando há tanto tempo na cidade, o que curte fazer nas horas de folga? Em época de temporada não faço muita coisa. Tem muito amigo que deixo de ver, perco muito evento de família. A primeira coisa que eu faço nas férias é participar de tudo quanto é coisa da família: aniversário, festas. Dormir mais tarde e acordar tarde sem compromisso também. Gosto também de viajar, sem ser para jogar, sem me preocupar com horário, viajar com a namorada, a família.

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