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Ramalhão assusta, mas Peixe reage e amplia sua vantagem na decisão

Ramalhão assusta, mas Peixe reage e amplia sua vantagem na decisão

Atualizado: Domingo, 25 Abril de 2010 as 12

O Santo André assustou o Santos. Colocou o baladado time alvinegro na roda e deixou o Pacaembu mudo no primeiro tempo. Mas a alegria do Ramalhão durou apenas 45 minutos. O Peixe voltou a todo vapor para o segundo tempo e construiu sua vitória, por 3 a 2, neste domingo à tarde, primeira partida da decisão do Paulistão. As mais de 31 mil pessoas que foram ao estádio paulistano assistiram a um jogaço, que aumentou a vantagem santista. No próximo domingo, também no Pacaembu, o Alvinegro fica com o título mesmo perdendo por um gol.

Ramalhão cala o Pacaembu

O Santo André passou a semana quietinho, só vendo todo mundo badalar o Santos. Melhor time do Brasil, com um ataque que, até o início desta partida, havia marcado 93 gols no ano, o Peixe atropelaria o Ramalhão. Essa era a tônica das análises feitas durante a semana. Mas o futebol prega peças e a torcida alvinegra, que lotou o Pacaembu, assistiu, atônita, o time do ABC acuar o Peixe, com marcação forte e contra-ataques muito rápidos.

O Santos até deu pinta de que estava com muito apetite e, logo no primeiro minuto, andou perto de balançar as redes quando o Wesley recebeu passe de calcanhar de Robinho e mandou a bomba, obrigando o goleiro Júlio César espalmar. Mas o time da Vila Belmiro parou por aí. O Santo André, com uma formação bem consistente, marcando Neymar e Robinho implacavelmente, controlou o jogo no meio de campo. Neymar, aliás, levou uma dura entrada por trás de Rômulo, torceu o tornozelo e sumiu. Sentindo muitas dores, o garoto foi apenas uma sombra em campo na etapa inicial.

No início, o Santos tentou marcar os meias Branquinho e Bruno César. Até conseguiu em alguns momentos. O problema é que os volantes do Ramalhão têm muita qualidade e, livres, saíram para armar o jogo. Alê e Gil chegavam ao ataque com disposição e, quando os meias conseguiram se livrar, a equipe do ABC chegava com até seis jogadores no ataque. O Peixe provava do seu próprio veneno.

Bem superior em campo, o Santo André martelava o gol defendido por Felipe. Aos 20, Branquinho desceu pela esquerda cortou Pará e chutou cruzado. Felipe espalmou. O Santos tentava se valer de algum contra-ataque, mas somente aos 29 minutos é que voltou a ameaçar. Neymar foi lançado na direita e pedalou em cima de Toninho, que o derrubou na área. Houve o pênalti, mas o árbitro Paulo César Oliveira ignorou.

Essa investida do Santos foi um lance isolado. O Santo André continuava melhor e o gol, que parecia inevitável acabou saindo aos 34 minutos. Branquinho, cobrando falta da meia direita, acertou o canto direito de Felipe, que foi na bola, mas não conseguiu alcançar. Em seguida, quase sai o segundo. Aos 37, Edu Dracena saiu jogando errado e entregou a bola para Nunes, que rolou para Rodriguinho. O artilheiro recebeu, girou e chutou por cima do gol.

O Santos estava atordoado, mas ainda conseguia ser perigoso quando acertava os passes. Aos 43, Léo fez ótima jogada pela esquerda, entra na área e rola para Robinho. O atacante domina, já perto da pequena área, e chuta, mas pega torto e erra o alvo.

Peixe volta a ser mortal

Na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior resumiu bem o desempenho do Santos no intervalo e cobrou a equipe.

- O nosso time não veio a campo, não compareceu. Vamos para esse segundo tempo como se fosse o primeiro tempo.

E finalmente o Santos entrou em campo. Com André no lugar de Neymar, que sofreu uma lesão no olho no primeiro tempo e teve de ser levado ao hospital, o Alvinegro ganhou presença de área. Além disso, Ganso também passou a jogar muito. Desfilando no meio de campo, acertando passes improváveis, o meia tomou conta do jogo.

O que se viu até os 24 minutos, quando o Santos marcou o terceiro gol, foi um massacre. Acuado dentro de sua área, o Ramalhão via homens de preto e branco surgindo de todos os lados. Aos 13, Ganso fez linda jogada pela ponta esquerda e levantou na cabeça de André, que só completou para o gol. Logo em seguida, aos 16, Robinho, que teve um primeiro tempo apagado, acertou grande lançamento para Wesley, que desceu pela direita, invadiu a área e chutou no canto direito de Júlio César.

A virada santista deixou o Ramalhão bastante assustado. O time do ABC tentava sair do sufoco, mas mal passava do meio de campo. O Santos não deixava. Aos 24 saiu o terceiro, numa linda triangulação. André tocou de calcanhar para Wesley, que jogou para Robinho e se projetou pela direita. O Rei das Pedaladas dominou e devolveu certinho. Wesley desceu e bateu forte. A bola ainda desviou em Júlio César antes de entrar.

A situação do Santo André ficou ainda mais complicada quando Toninho, aos 29 minutos, fez falta dura em André. Como já tinha o amarelo acabou expulso. No entanto, o Ramalhão mostrou ser um time valente. Mesmo com um a mais e correndo sério risco de levar uma goleada  nos contra-ataques, foi para cima e, aproveitando-se de um relaxamento do time santita, acabou premiado com um golzinho. Aos 37, Gil chutou a bola na trave. Na volta, ela bateu em Rodriguinho e voltou para a rede.

O Ramalhão, na base da empolgação, abandonou a defesa e se mandou para o ataque, deixando enormes espaços para o Peixe. O jogo se tornou lá e cá: franco, totalmente aberto, eletrizante.

Domingo que vem tem mais.

Ficha técnica: 

SANTO ANDRÉ 2 x 3 SANTOS Júlio César; Cicinho, Cesinha, Toninho e Rômulo; Alê, Gil, Branquinho (Pio) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes (Hallisson). Felipe, Pará (Madson), Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (André) e Robinho. Técnico: Sérgio Soares. Técnico: Dorival Júnior. Gols: Bruno César, aos 34minutos do primeiro tempo; André, aos 13, Wesley, aos 16, 24, Rodriguinho, aos 37 minutos do segundo tempo Cartões amarelos: Rômulo, Wesley (Santos). Cartão vermelho:  Toninho (Santo André). Renda e público: 31.864 pagantes/R$ 1.770.150,00 Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 25/04/2010.  Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira. Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poletto Masseira.  

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