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Renato Gaúcho, campeão e aliviado: 'Deixa eu respirar. Haja coração, né?'

Renato Gaúcho, campeão e aliviado: 'Deixa eu respirar. Haja coração, né?'

Atualizado: Quinta-feira, 10 Março de 2011 as 10:40

No início da madrugada desta quinta-feira o Grêmio conquistou a Taça Piratini - o primeiro turno do Campeonato Gaúcho - vencendo o Caxias nos pênaltis por 4 a 1, após empate em 2 a 2 no Estádio Olímpico. Foi o primeiro título de Renato Gaúcho como técnico do clube onde se destacou como jogador.

Aliviado, o técnico primeiro recuperou o fôlego antes de falar sobre a grande recuperação tricolor - a equipe perdia por 2 a 0, e alcançou o empate aos 50 do segundo tempo.

- Ufa. Deixa eu respirar. Haja coração, né? - disse, sorrindo, para então responder: - Eu disse que um grupo não se prepara na véspera do jogo. É no dia a dia, no decorrer da temporada. Eu disse na terça-feira que não seria fácil. E não foi. Parabenizo o técnico do Caxias, o grupo do Caxias, porque eles foram leais, vieram para jogar futebol. Fomos coroados no final com um gol e com a chance de levarmos para os pênaltis. E quando foi para os pênaltis fiquei mais confiante, porque temos seis ou sete bons batedores, e um grande goleiro. Mais uma vez, dedico esse título à nossa torcida, porque no momento que mais precisávamos dela, ela estava presente. Ser gremista é ser imortal.

Emocionado, Renato Gaúcho também citou a mãe, que lhe pedia para ser campeão como treinador do Grêmio. - Dia 21 de fevereiro fez um ano que perdi minha mãe. Ela sempre me pedia para ser campeão como técnico do Grêmio. E hoje estou conquistando esse título. Dedico à minha mãe também. Isso me emociona - lembrou.

Além de evocar a imortalidade - como fizeram os jogadores - e de fazer referência aos torcedores e à família, também passou pela cabeça do treinador do Grêmio a derrota do Fluminense na decisão da Libertadores de 2008. - Lembrei aquela final de 2008 na Libertadores pelo Fluminense contra a LDU. Olhei para o céu e falei 'de novo, não'.      

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