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Ricardo Rocha, xerifão do tetra fora de campo

Ricardo Rocha, xerifão do tetra fora de campo

Atualizado: Quarta-feira, 12 Maio de 2010 as 10:36

No title A Copa de 94 foi bem diferente do que Ricardo Rocha imaginava. Titular absoluto da defesa canarinho, o ex-jogador era considerado um líder em campo pelos companheiros. Mas, uma lesão logo no primeiro jogo do torneio deixou o zagueiro impossibilitado de ajudar a equipe dentro de campo. O jeito que Ricardo encontrou para contribuir para o tetra foi servir de conselheiro para seus colegas.

- A principio foi muito ruim quando eu soube da lesão. Bateu uma tristeza grande. Mas eu vi que a contusão era muito forte e que o que eu poderia fazer era ajudar o grupo fora de campo.

E foi o que fez. Em um episódio decisivo, Ricardo foi chamado para conversar com Romário, às vésperas da final contra a Itália. Notícias na imprensa italiana diziam que Roberto Baggio seria escolhido como o melhor jogador do torneio, o que teria abalado o Baixinho.

- A imprensa italiana estava tentando desestabilizar a gente. Romário ficou triste em um primeiro momento, mas logo depois soubemos que essa informação não era verdade. Conversei com ele e disse para arrebentar na final.

Por conta desse e outros episódios é que Ricardo tem a certeza de que mais do que o talento individual, a seleção precisa estar unida para fazer boa campanha no Mundial.

- Não é só quem joga que ganha. Quem está fora é fundamental para orientar e deixar o ambiente mais calmo. É importantíssima essa união do grupo. A seleção não é um trabalho individual. Tem que chegar todo mundo junto. O importante é ganhar, independentemente de quem vai se destacar, já que isso é coisa de momento.

Confiança em Dunga

Esse é um dos motivos pelos quais Ricardo acredita que a seleção fará uma boa campanha na África do Sul. Amigo de Dunga, o ex-zagueiro acha que o treinador está no caminho correto.

- Tem uma coisa que é fundamental para a seleção dar certo: acabar com a vaidade dos jogadores. Os caras moram bem, ganham muito e isso pode deslumbrar. Tenho certeza que o Dunga conseguiu formar um grupo sem vaidade. E esse é o grupo dele. Em 94, todo mundo sabia quem era titular e quem não era. O treinador não pode ter dúvidas sobre seu time, senão isso passa insegurança para os jogadores. Cada um sabia qual era sua condição e esperava suas chances, mas sempre ajudando uns aos outros.

Porém, nem tudo deixa Ricardo tranquilo. Para o ex-jogador, a seleção terá que fazer uma ótima pré-temporada antes da Copa do Mundo por causa do mau momento que alguns atletas atravessam em seus clubes.

- O Brasil está bem. O que me preocupa um pouco são alguns jogadores que não atravessam um bom momento. Mas acho que os treinos da seleção conseguem com que eles melhorem até a Copa.

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