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Rivalidade estelar: Barça e Real Madrid polarizam eleição do melhor do mundo

Rivalidade estelar: Barça e Real Madrid polarizam eleição do melhor do mundo

Atualizado: Segunda-feira, 21 Dezembro de 2009 as 12

A eterna rivalidade entre Real Madrid e Barcelona marca a edição 2009 do prêmio "Fifa Gala", eleição do melhor jogador do mundo organizada pela entidade, e que premia os vencedores nesta segunda-feira, a partir das 17h (de Brasília). Dos cinco finalistas, três são do Barcelona (Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi Hernandéz) e dois do Real Madrid (Cristiano Ronaldo e Kaká). Há uma diferença: os craques merengues não vão a Zurique para concorrer pelo futebol apresentado em Madri, e sim pelos respectivos ex-clubes (Manchester United e Milan) e seleções.

Política e futebol se misturam na rixa entre Real e Barça

Muitas rivalidades têm suas particularidades. Separadas por cores, elas dividem cidades e viram o centro das atenções por ao menos 90 minutos. Pode-se dizer que Barcelona e Real Madrid estão a alguns passos de distância. Motivado pela ditadura de Francisco Franco, o "El Clásico" mexeu com a Espanha a partir da Segunda Guerra Mundial, quando eclodiu o ódio entre Catalunha e Castela.

O tempo e as sequentes gerações só fizeram o clássico ganhar maiores proporções e atingir o mundo, com torcedores presentes também na Ásia, Oceania e Américas. Tudo para apreciar as estrelas da bola como Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Zidane, Ronaldinho Gaúcho, Messi... 

- Os jornais falam todos os dias de Real Madrid e Barcelona, parece que o Campeonato Espanhol é disputado só entre eles – disse o lateral-esquerdo Marcelo, que defende o clube merengue desde 2006. O Barcelona levou vantagem sobre o Real e, em 1994, já na quarta edição do prêmio, teve um jogador eleito melhor do mundo antes do arquirrival: Romário. Desde então, mais três atletas do time catalão conquistaram o título em seis oportunidades: Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Somente o Fenômeno jogou em outros clubes durante o mesmo ano – PSV, em 1996, e Inter de Milão, em 1997.

Real Madrid: ouro por talento

No Real Madrid, foram quatro títulos com quatro atletas diferentes: Luis Figo, Ronaldo, Zidane e Cannavaro, embora o Fenômeno e o zagueiro italiano tenham se notabilizado mais pelas atuações nas Copas do Mundo de 2002 e 2006, respectivamente. Enquanto o craque francês chegou a Madri com dois prêmios na bagagem. 

- O Barcelona tem uma preocupação maior com as divisões de base, levam muitos jovens para lá, tem paciência, e o Real faz justamente o contrário. Tanto que o Raúl, hoje na casa dos 30 anos, foi a última grande revelação do clube (além do goleiro Casillas). Eles têm a necessidade de ganhar sempre, e por isso fazem grandes contratações - resumiu Evaristo de Macedo, ídolo pelo Barcelona e Real Madrid nas décadas de 50 e 60.

No Barça desde os 13 anos de idade, Lionel Messi é o franco favorito para a conquista do título de melhor jogador do ano, ainda que a votação tenha se encerrado semanas antes do Mundial de Clubes da Fifa, quando o craque argentino decidiu a favor dos catalães em mais uma competição – também levantou os troféus das Supercopas da Espanha e Europa, Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Liga dos Campeões e a Bola de Ouro, organizada pela France Football. Técnicos e capitães de todas as seleções do mundo estavam habilitados para o voto. Não foi permitido eleger jogadores da mesma seleção.

Outras premiações: mulheres, gol do ano, seleção da temporada...

A noite de gala da Fifa também premiará as mulheres. Atual tricampeã, a brasileira Marta concorre com outras quatro candidatas. As alemãs Brigit Prinz, também campeã por três vezes, e Inka Grings, a brasileira Cristiane e a inglesa Kelly Smith.

Outros prêmios estão previstos, como o Fifa/FIFPro World XI, que elegerá o time do ano, em um modelo idêntico à eleição dos jogadores. Cerca de 50.000 atletas de todo o planeta votaram no melhor de casa posição. O Troféu Puskas, em homenagem ao húngaro, será para o autor do gol mais belo da temporada. Os brasileiros Nilmar e Grafite concorrem.

Por fim, o Prêmio Presidencial, para a pessoa ou entidade que tenha mais contribuído com o futebol, o Fair-Play, para times, torcida ou seleções, e o Desenvolvimento, que premiou a Palestina em sua única eleição, em 2008.

Por: Victor Canedo

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