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Rodeado de ídolos, Bebê faz 18 anos com cabelo tesourado e torta na cara

Rodeado de ídolos, Bebê faz 18 anos com cabelo tesourado e torta na cara

Atualizado: Terça-feira, 27 Julho de 2010 as 1:55

“Beija o bolo! Beija o bolo!” A ordem foi repetida com a delicadeza típica de um trote de faculdade. Cercado pelos melhores jogadores de basquete do Brasil, o jovem Lucas Bebê não teve outra alternativa: afundou o rosto na torta de chocolate. A cena encerrou o treino da equipe de Rubén Magnano na noite desta segunda-feira, no Marina Barra Clube, no Rio de Janeiro. Com um sorriso no meio do rosto todo lambuzado, o pivô protestou, mas era só brincadeira: nem no melhor sonho poderia imaginar que festejaria o aniversário de 18 anos dentro de uma quadra, treinado por um campeão olímpico e rodeado por Nenê, Leandrinho, Alex, Marcelinho & Cia.

- Eu estava crente que ia comer o bolo, mas compraram um bolo desses só para tacar na minha cara? – brincou Bebê, que joga no Estudiantes, da Espanha, e foi chamado para pegar experiência nos treinos da equipe adulta que vai ao Campeonato Mundial da Turquia, no fim de agosto.

O cabelo do pivô não foi vítima apenas do bolo, mas também das tesouras. No hotel, os “veteranos” fizeram um estrago na cabeleira black power do menino. E ele ainda foi obrigado a treinar com três chuquinhas, feitas com pedaços da própria meia. Agora, o jeito vai ser trocar o visual no estilo Nenê pela careca à la Leandrinho.

- Cinco anos deixando o cabelo crescer, e agora vou ter que raspar, né, depois dessa crueldade que fizeram. O Varejão foi o único que falou para não cortarem meu cabelo, porque ele tem cabelo grande e sabe que demora anos para crescer. Mas só a palavra dele não adiantou - contou.

Zoação à parte, Lucas sabe que festejar o aniversário ao lado dos colegas consagrados é um privilégio.

- Quando me ligaram e convidaram para os treinos, eu não acreditei. A gente fica vendo os caras na televisão. No último treino, teve uma troca de defesa e eu fui marcar o Marcelinho. Pensei: “Caraca, o Marcelinho”! – diverte-se.

O ala do Flamengo já passou por isso e sabe o valor de se juntar aos mais experientes.

- Eu nem era tão novo quando cheguei à seleção, mas quando tive contato com os jogadores, no Mundial de 1998, isso me fez crescer muito. Para o Lucas, chegar ao treino e ver um Nenê, um Splitter, um Varejão, é algo para ele tirar muito proveito – explicou.

O veterano jura que, desta vez, não teve nada a ver com o trote.

- Até que desta vez eu não fiquei sabendo. Quando cortaram o cabelo dele, só ouvi os gritos no hotel. Mas a gente bota uma pilha, né, diz que ele prometeu dar toco no Nenê... – conta.

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