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Romário, Edmundo e Madureira: lições para levar Boavista à decisão

Romário, Edmundo e Madureira: lições para levar Boavista à decisão

Atualizado: Terça-feira, 15 Fevereiro de 2011 as 2:28

Experiência não falta. São duas décadas de carreira como treinador, muitos trabalhos em times pequenos, quase todos do Rio de Janeiro, e uma curta e turbulenta passagem pelo Vasco, clube de maior expressão que comandou. História para contar é o que não falta para o técnico Alfredo Sampaio. E sobram lições a serem aproveitadas para a difícil missão deste sábado, quando enfrentará o Fluminense à frente do Boavista, debutante em semifinal de turno do Campeonato Carioca. O jogo será realizado às 17h (horário de Brasília), válido pela Taça Guanabara, e a fórmula é não temer o adversário.

- (O Fluminense) Continua sendo favorito, é campeão brasileiro, tem um elenco forte, um treinador quatro vezes campeão brasileiro... Mas isso não nos assusta, é natural. O Fluminense tem um elenco capacitado, mas não nos assusta. Temos que ter atenção maior e respeito, mas isso tudo não vai nos travar.

Um dos momentos-chave da carreira foi a decisão do estadual de 2006. Após conquistar a Taça Rio com o Madureira, a equipe de Alfredo Sampaio foi derrotada pelo Botafogo nas duas partidas da final (2 a 0 e 3 a 1).

Uma temporada depois, ainda no Tricolor suburbano, ele voltou a disputar uma decisão contra um grande. Dessa vez, teve o Flamengo pela frente, na final da Taça Guanabara. Sua equipe conseguiu um triunfo na primeira partida, por 1 a 0, mas não resistiu na segunda e perdeu por 4 a 1, deixando escapar a chance de voltar à decisão do Carioca. As duas experiências foram fundamentais para o técnico tirar uma lição importante em jogos contra os grandes.

- É preciso ter uma certa cautela. Não é para jogar na retranca, mas ter uma estratégia mais cautelosa. É preciso ter o equilíbrio entre a cautela e a ousadia. Acho até mais fácil enfrentar um grande, porque é um jogo mais técnico, mas é preciso ter equilíbrio.     Em 2008, veio a primeira oportunidade em um dos principais clubes do país. No Vasco, Alfredo Sampaio foi contratado para comandar a equipe ao lado de Romário. A parceria durou apenas um mês, com bom convívio com o Baixinho, que saiu alegando interferência do então presidente Eurico Miranda. Nos dois meses seguintes, sozinho no comando, teve problema com outra estrela: Edmundo. Chegou a bater boca com o atacante e não resistiu a uma derrota para o Volta Redonda, por 2 a 1.

- O Romário é um homem que fala na cara. Isso com certeza ajuda (na relação com elenco). E minha relação com ele foi boa, pois ele falava a verdade e não conspirava por trás - disse o treinador.

Quando fala de Edmundo, não esconde a mágoa:

- O Edmundo é um cara que passou a vida toda querendo problema com treinador. Não tem como comparar (com Romário). Por ser ídolo, ele se acha no direto de faltar com o respeito. O Romário falou bem naquela frase do rei, do príncipe e do bobo - lembrou Alfredo Sampaio, citando uma frase célebre do Baixinho em 2000, referindo-se a Edmundo como o bobo da corte vascaína.

Com estas lições e mais experiente como treinador, Alfredo Sampaio espera superar mais um desafio na carreira, neste sábado, diante do campeão brasileiro.    

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