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Ronaldo quer ser 'político do futebol'

Ronaldo quer ser 'político do futebol'

Atualizado: Segunda-feira, 19 Março de 2012 as 9:44

Membro do conselho de administração do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL), Ronaldo afirmou que pretende iniciar em breve sua carreira como "político do futebol" e não descartou assumir a presidência da CBF após o mandato de José Maria Marin, que substituiu Ricardo Teixeira e ficará no poder até 2015.

Em entrevista ao canal do jornal "Folha de S. Paulo", o Fenômeno disse que pode contribuir muito para o futebol brasileiro fora dos gramados e que poderia aceitar ser presidente da CBF em caso de convite, pois não acha que será candidato.

- Quero começar minha vida política no futebol, quero virar político do futebol. Não sei se seria um candidato a presidente da CBF. Mas aceitaria sim, pois vejo um potencial muito grande de melhoria no futebol. Eu posso ser muito mais útil fora das quatro linhas agora - disse o ex-atacante.

Porém, Ronaldo deixou claro que seus planos são apenas para depois do Mundial no Brasil:

- É cedo para falar disso. Qualquer mudança até a Copa seria um movimento errado.

Marin, de 79 anos, assumiu a presidência da CBF na última semana após a renúncia de Ricardo Teixeira por ser o vice-presidente mais velho, como manda o estatuto da entidade. Para o Fenômeno, que foi convidado por Teixeira para fazer parte do COL, a gestão de 23 anos do ex-presidente foi boa.

- Minha avaliação é positiva. Logicamente que não sou advogado, eu me defendo, falo por mim e não pelos outros. Acredito que a participação dele deu uma grande contribuição. O maior exemplo é ser o maior articulador para a Copa do Mundo no Brasil.

Por fim, o maior artilheiro da história das Copas revelou intimidade com Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República. Questionado sobre a diferença na relação com Dilma Rousseff, por ser mulher, o ex-atacante contou que até joga pôquer com FHC.

- Com homem, a gente brinca mais, fala mais besteira, bebemos juntos um vinho... Temos contato regular. (sobre jogo de pôquer com FHC). Ele quer apostar pouco, dez reais no máximo. O jogo geralmente nao é caro, ele quer jogar barato - concluiu.

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