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Roth busca paz, vê torcida a seu lado e divide culpas no Inter

Roth busca paz, vê torcida a seu lado e divide culpas no Inter

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 9:36

Celso Roth já criou uma casca grossa sobre a pele, daquelas que suportam as chibatadas das críticas. Elas não são novidade para um treinador que não costuma conviver com grandes idolatrias. No momento em que reencontra as pancadas da torcida do Inter, o comandante vermelho quer um pouco de paz. Ele não vê razão para o insucesso do time B, eliminado nas quartas de final do primeiro turno do Gauchão, respingar no elenco principal. O técnico divide a culpa pelos problemas do Inter e garante que sente a torcida compreensiva com suas ideias.

Roth estranha o princípio de turbulência que atinge o Beira-Rio desde a queda do último sábado, que acabou guilhotinando o time B do Inter. E deixa claro que considera absurdo a pressão migrar de uma equipe para outra.

- O torcedor queria que fôssemos máquinas e jogássemos sempre com o time titular no Brasileiro. Fomos até ter chances. Agora, vem a situação do Campeonato Gaúcho. Desde o ano passado, avisamos que seria o time B. Agora, não chegou e virou uma situação de crise, disso, daquilo. Não vejo isso. Vejo um time que tentou, que fez o melhor que podia e que não conseguiu. Pressão o Internacional tem a toda hora. Mas jogar essa pressão na equipe que nem disputou o Campeonato Gaúcho, ou disputou três jogos, é exagero. É um exagero muito forte – disse Roth.

O treinador diz que não pode ser considerado o único culpado por decisões tomadas pelo Inter – inclusive a ideia de usar time B em quase todo o primeiro turno do Gauchão.

- Temos uma cultura em que o treinador tem que dar resultado para ontem. Foi assim com o Adílson (Batista, técnico do Santos), o Tite (Corinthians), o Muricy (Fluminense). O Internacional não é nada, não é? É só o campeão da América. Só isso... O torcedor cobra, e com razão. Agora, vamos disputar o Campeonato Gaúcho. Foi essa a determinação da direção, não minha. Gostaria que não personalizassem isso – afirmou o técnico.

O comandante colorado não se sente perseguido pela torcida. Ele até surpreende ao dizer que é compreendido pelos colorados.

- A torcida entende muito bem a filosofia do meu trabalho. Ela estava comigo na Libertadores. Ou esqueceram disso? Acho que o torcedor cobra o momento.

O Inter recebe o Jaguares, do México, às 21h50m desta quarta-feira, no Beira-Rio, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América. A diretoria diz que o treinador não corre risco de demissão.    

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