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Roth não vê bronca na torcida: 'Essa implicância é um factoide'

Roth não vê bronca na torcida: 'Essa implicância é um factoide'

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 1:48

Os murmúrios que são quase rotineiros nas arquibancadas, as vaias que surgem em momentos de dificuldades, os gritos de burro que ecoam, por vezes solitários, por vezes como voz coletiva, nada disso faz o técnico do Inter, Celso Roth, se sentir alvo da torcida. O que o treinador admite é conviver com torcedores cada vez mais exigentes, dado o sucesso do clube nos últimos antes, mas ele não se sente especialmente perseguido pelos colorados.

Para Roth, a imprensa exagera ao tratar a questão. Ele vê reclamações pontuais, como no empate por 0 a 0 com o São Luiz, e diz que até as entende, mas não se sente um alvo específico da torcida.

- Não vejo implicância. Acho que vocês estão criando um factoide. O que vejo é a exigência de um time jogando bem e ganhando sempre. O torcedor é observador e inteligente. Ele quer ganhar o Gaúcho, o Brasileiro, a Libertadores. Essa implicância comigo é um factoide. Não existe. A torcida tem me tratado muito bem. (...) Contra o São Luiz, a torcida vaiou no intervalo, depois esteve com a equipe e vaiou no final, o que é perfeitamente justo. Acho essa manifestação importante. Nas substituições, ela compreendeu perfeitamente todas as trocas. Essa colocação de implicância é um factoide – disse ele.

De qualquer forma, o treinador colorado entende que a insatisfação da torcida com os técnicos é uma cultura do futebol brasileiro, que perdoa mais os comandados do que os comandantes. Ele cita o caso de Muricy Ramalho, que deixou o Fluminense três meses depois de ser campeão brasileiro com o clube.

- O Muricy é o atual campeão brasileiro. E aí? É a vida do treinador... Temos que ter sempre os melhores resultados, contra quem for. Na Europa, era um pouco diferente, mas está mudando um pouco. Aqui no Brasil, temos um paternalismo muito grande com os jogadores, e o treinador dança essa música. O torcedor manifesta uma ou outra preferência pela emoção, e nós, não: a razão vem em primeiro lugar. É essa dissonância que resulta nessa manifestação, às vezes maior, às vezes menor.

Com ou sem implicância, a torcida do Inter reencontrará Celso Roth nesta quarta-feira. Às 21h50m, o Inter recebe os bolivianos do Jorge Wilstermann, no Beira-Rio, pela quarta rodada do Grupo 6 da Libertadores da América.      

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