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Sandro Lima: 'Celso sempre investiu e seguirá investindo no Fluminense'

Sandro Lima: 'Celso sempre investiu e seguirá investindo no Fluminense'

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 10:13

Após dois meses de espera, o Fluminense enfim anunciou o nome do seu novo vice-presidente de futebol. Até pouco tempo responsável pelos esportes olímpicos do clube, Sandro Lima já era dado como certo no cargo e, segundo o próprio dirigente, a demora na oficialização se deu por motivos políticos. Em meio à disputa do Campeonato Carioca e da Libertadores, a diretoria tricolor achou que a mudança poderia atrapalhar o desempenho da equipe. Com o time eliminado das duas competições e esperando a estreia no Brasileiro, Sandrão assume o posto com muitos desafios pela frente.

Em nota oficial divulgada pelo clube na última terça-feira, o Tricolor explicou que caberá ao novo vice o papel de representar o clube nos assuntos institucionais e ainda auxiliar a presidência na interlocução com a patrocinadora. O bom relacionamento com Celso Barros, aliás, foi um dos principais fatores que contribuíram para a indicação de Sandrão. Afastado dos esportes olímpicos há algum tempo, ele já vinha participando de negociações e viajando com a delegação. Em um primeiro momento, o gerente das categorias de base do clube, Fernando Simone, foi convidado para auxiliá-lo nas questões administrativas.

Sandro Lima na apresentação da lutadora de taekwondo Natália Falavigna, no início de fevereiro, quando ainda era o vice-presidente de esportes olímpicos (Foto: Wallace Teixeira/ Photocamera)

  Em sua primeira entrevista como vice-presidente de futebol do Fluminense, Sandro Lima explicou a demora no anúncio oficial, comentou a busca por um diretor executivo, minimizou a pouca experiência no futebol, falou sobre sua relação com Celso Barros, o presidente da patrocinadora tricolor, e garantiu que o mesmo não medirá esforços para reforçar ainda mais o time para o segundo semestre.

- Não existem arestas para serem aparadas nesse sentido. Celso sempre investiu e vai continuar investindo no Fluminense. Ele vai nos ajudar no que for necessário - disse o dirigente.

  Demora no anúncio

- Eu acho que cada coisa acontece no seu tempo. Peter achou melhor segurar o anúncio e assim foi. Não queríamos criar mais um fato que poderia atrapalhar o andamento do futebol, que se via envolvido com o Carioca e a Libertadores. Agora seguimos na procura por um diretor executivo. Não estou dizendo que o modelo anterior estava errado, até porque o Alcides Antunes foi campeão dessa maneira. Mas eu não gosto de trabalhar sozinho. A vice-presidência de futebol é um cargo institucional que existe para defender o clube e fazer com que os jogadores e a comissão técnica se preocupem apenas com o trabalho dentro de campo. Fernando Simone vai me dar um apoio na parte administrativa inicialmente. Ele segue como gerente de Xerém, mas também ficará ao meu lado enquanto o diretor executivo não for contratado. Quando isso acontecer, vamos ver como ficarão as coisas.

Falta de experiência no futebol

- A essência do Fluminense é o futebol, e sei da responsabilidade do meu cargo. E não vejo essa questão de falta de experiência no futebol como um problema. Gerência é gerência. O cara pode ser gerente de uma empresa automotiva e depois ir para um banco e se dar bem. Chego para gerenciar o futebol e não preciso ter trabalhado no futebol antes para saber como se faz isso. Sem querer me comparar, mas o João Havelange foi um dos grandes gestores esportivos do século e saiu dos esportes olímpicos do Fluminense.        

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