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Santos tenta contrariar clichê e busca Libertadores com time 100% nacional

Santos tenta contrariar clichê e busca Libertadores com time 100% nacional

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 9:28

É comum, às vésperas de uma disputa de Taça Libertadores, equipes brasileiras correrem atrás de jogadores estrangeiros. Virou chavão dizer que ter um gringo no elenco ajuda na comunicação com árbitros sul-americanos. Em muitos casos, dá certo. O Internacional, por exemplo, atual campeão continental, chegou ao bicampeonato com Guiñazu, Sorondo, D'Alessandro e Abbondanzieri. O Santos versão 2011, porém, contraria o clichê. E não é de hoje.

Muricy Ramalho comanda um elenco 100% nacional (Foto: Adilson Barros / GLOBOESPORTE.COM)

  A partir da próxima quarta-feira, o Peixe disputa com o Cerro Porteño-PAR uma das duas vagas na final do torneio continental. Tenta repetir 2003. Naquele ano, o Alvinegrou chegou para disputar a título apenas com jogadores nascidos no Brasil. Desde então, todos os times brasileiros que conseguiram chegar à última dase da competição tinham gringos em seus elencos.

Depois, em suas últimas participações na Libertadores, o clube da Vila Belmiro foi atrás de estrangeiros e não conseguiu chegar à decisão. Em 2007, com o chileno Maldonado, parou na semifinal. Em 2008, com o equatoriano Michael Jackson Quiñonez, os argentinos Sebastián Pinto, Mariano Trípodi e o colombiano Mao Molina, parou nas quartas. Em 2005, tinha o goleiro Henao, da Colômbia, e também ficou nas quartas.

Dos cinco times brasileiros que se classificaram para a atual edição do torneio, o Santos é o único que não tem jogadores estrangeiros. Cruzeiro, Corinthians, Fluminense, Grêmio e Internacional, que apostam em jogadores dos países vizinhos, ficaram pelo caminho. Aliás, de todos os 38 participantes da competição continental, o Alvinegro Praiano é o único 100% nacional.

- Para mim, não faz diferença alguma ter ou não estrangeiros no elenco. Só com brasileiros, chegamos às semifinais jogando bem, mostrando a marca do futebol brasileiro - afirma o volante Danilo.      O goleiro Rafael, por sua vez, afirma que até poderia vir a calhar ter um estrangeiro no elenco mais para ter alguém que entendesse o que os árbitros falam. No entanto, garante que isso não pesa quase nada.

- Até porque o Muricy (Ramalho, técnico alvinegro) tem pedido para esquecermos o juiz. Então, não tem feito falta não termos um estrangeiro. O que importa mesmo é que o time está jogando bem e entrosado. Há vários jogadores que vieram da base, já temos um entrosamento muito bom.

Em 2003, um Peixe totalmente brasileiro perdeu o título para o Boca Juniors. Agora, tenta subir o degrau mais alto da América e conquistar o tri só com jogadores nacionais, como em 1962 e 1963.        

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