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São Paulo acaba com jejum, garante festa de Rogério Ceni e dorme líder

São Paulo acaba com jejum, garante festa de Rogério Ceni e dorme líder

Atualizado: Quinta-feira, 8 Setembro de 2011 as 8:13

Foi tarde de festa no Morumbi. O milésimo jogo de Rogério Ceni com a camisa do São Paulo veio acompanhado de vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG e uma liderança que vai durar pelo menos até quinta-feira. Com 41 pontos, o São Paulo ainda pode perder a primeira colocação do Brasileirão para Corinthians (40 pontos) e Vasco (38), que enfrentam Flamengo e Coritiba, respectivamente.

A torcida tricolor estabeleceu o recorde de público do campeonato (60.514 pagantes) e viu seu time acabar com um jejum que já durava três partidas no estádio - empates com Palmeiras e Atlético-PR e derrota para o Fluminense. Mas acima de tudo reverenciou seu goleiro, que após a partida recebeu os cumprimentos dos companheiros e foi até o grande escudo no gramado para beijá-lo.

- Isso aqui é a minha vida. Obrigado, amo vocês - declarou.

Os gols da vitória foram marcados por Lucas, logo aos 25 segundos, e Dagoberto. Réver ainda empatou para os mineiros, que vinham de duas vitórias e, com 21 pontos, estão na 17ª posição.

Na próxima rodada, o São Paulo vai até Porto Alegre, onde enfrenta o Grêmio, no Olímpico, às 18h de domingo. Já o Atlético-MG recebe o Bahia, na Arena do Jacaré, no mesmo dia e horário.     Ceni beija o escudo do São Paulo diante de 60 mil pagantes (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)     Festa, gol-relâmpago e ducha de água fria

Os jogadores do São Paulo entraram em campo empolgados pela bonita festa pelos mil jogos de Rogério Ceni com a camisa tricolor. Já os atleticanos pareceram anestesiados com o Morumbi lotado. A combinação mostrou efeitos logo aos 25 segundos de jogo, no primeiro lance da partida.

Casemiro carregou pela direita a bola, que, após dividida com a zaga adversária, sobrou para Lucas. Ele invadiu a área e finalizou longe do alcance de Renan Ribeiro. Foi o gol mais rápido deste Brasileirão, superando o de Jorge Henrique, do Corinthians, marcado aos 28 segundos contra o América-MG.

Apesar do gol-relâmpago, o Galo se recuperou rápido. Com a defesa mais equilibrada, foi ao ataque. De bola parada, uma das jogadas mais usuais e perigosas da equipe, veio a ducha de água fria nos tricolores. Em cobrança de escanteio de Daniel Carvalho pela esquerda, Réver subiu muito, quase na risca da pequena área, e empatou.

A partir daí, o equilíbrio foi a tônica. O São Paulo era mais presente no ataque, sempre combinando jogadas pela direita com a dupla Casemiro e Lucas. No entanto, percebendo a movimentação pelo setor, Richarlyson e Fillipe Soutto - e algumas vezes Pierre - passaram a exercer a marcação de forma mais próxima.

Pelo lado atleticano, Daniel Carvalho era bem marcado por Rodrigo Caio, e por isso o Galo não tinha criatividade para chegar e abusava dos lançamentos longos, mais parecidos com chutões. Assim, Neto Berola corria muito, mas sem produtividade, enquanto André pouco tocava na bola. Para piorar, ele voltou a sentir a dor no tornozelo esquerdo que já o tirou de algumas partidas. Por causa da lesão, acabou substituído por Guilherme e foi para o vestiário chorando.

Muito fechado, o Atlético-MG bloqueava as tentativas tricolores e tinha o triplo de desarmes do adversário. Porém, sem qualidade do meio para frente, não conseguia chegar com perigo ao ataque.     O ex-são-paulino Richarlyson persegue o garoto Lucas (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)     Dagol resolve

O segundo tempo começou mais equilibrado, mas o gol tricolor não demorou a surgir. Logo aos seis minutos, Dagoberto recebeu na meia esquerda do ataque, deixou Fillipe Soutto na saudade e do meio da rua mandou uma pancada no canto direito de Renan Ribeiro, que saltou, mas nada pôde fazer.

O gol causou reação rápida em Cuca, já que o gol saiu na primeira jogada efetiva criada pela direita de sua defesa. O técnico sacou Mancini, muito apagado, para a entrada do jovem meia Bernard. Dessa forma, o volante Serginho foi deslocado para a lateral, função que também exerce com regularidade.

A partir daí, começou o xadrez dos treinadores: Adilson sacou Cícero para a entrada de Rivaldo, muito aplaudido pela torcida. Por sua vez, Cuca colocou o também veterano Magno Alves, no lugar do improdutivo Neto Berola.

As mudanças dos dois lados surtiram pouco efeito. Apesar do gol sofrido, o Galo continuou com a mesma postura, priorizando a marcação, sem chegada ao ataque. O São Paulo, por sua vez, esperava o adversário no campo de defesa e tentava um contragolpe para garantir os três pontos.

As chances até que apareceram, a melhor delas com Dagoberto. Após bela jogada de Henrique pela direita, ele cruzou na segunda trave. O atacante tentou por cobertura, mas errou o alvo. Já com um a menos nos minutos finais, após expulsão direta de Leonardo Silva por entrada dura em Carlinhos Paraíba, o Atlético-MG tentou o empate na base do abafa, mas a defesa tricolor prevaleceu e garantiu o resultado.                          

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