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São Paulo empata com Bragantino

Tricolor empata com Bragantino

Atualizado: Quinta-feira, 23 Fevereiro de 2012 as 9:09

Em nove jogos do Campeonato Paulista, o São Paulo sofreu 11 gols, sendo que só não teve a defesa vazada na estreia do torneio, quando venceu o Botafogo por 4 a 0. E o rendimento da zaga, principalmente nas bolas paradas, já preocupa os são-paulinos, ainda mais porque domingo o rival será o Palmeiras, que conta com Marcos Assunção, especialista em jogadas deste tipo - dez dos 17 gols do time passaram pelos pés do volante.

Nesta quarta-feira tanto o time tricolor quanto o Bragantino deram show num empate cheio de gols e reviravoltas no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. Sob as batutas de Jadson e Cícero, pelo lado tricolor, Romarinho e Giancarlo, pelo Braga, os dois times foram dois franco-atiradores e protagonizaram um belo jogo, cheio de alternativas e que terminou num 3 a 3 emocionante.

Depois de estar perdendo por 2 a 0, o time do Morumbi buscou a virada, mas sofreu um  empate quase imediato. Apesar de ter sido muito bom, o jogo produziu um resultado que não agradou a nenhuma das duas equipes. A equipe do Morumbi, com 18 pontos, se distanciou da ponta do Campeonato Paulista: caiu para o quinto lugar. O Bragantino tem 12 pontos e está em nono.

O Braga volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Catanduvense, às 18h30m (de Brasília), no estádio Silvio Salles, em Catanduva. O São Paulo vai a Presidente Prudente para disputar clássico com o Palmeiras, às 16h (horário de Brasília), no Prudentão.

Depois de folgar no carnaval, o São Paulo entrou em campo disposto a fazer uma apoteose em grande estilo. O time do técnico Emerson Leão começou o jogo modificado: o volante Fabrício fez sua estreia, e o meia Cícero atuou improvisado como centroavante, já que Willian José (suspenso) e Luis Fabiano (lesionado) eram desfalques. Apesar das mudanças, a equipe demonstrava entrosamento, os jogadores se encontravam em campo.

No entanto, o anfitrião não quis saber de convidado mandando na festa. Bem postado na defesa, o Bragantino parava todas as investidas são-paulinas. O técnico Marcelo Veiga apostou na velocidade de seus jogadores para sair no contra-ataque. E foi assim que o Braga conquistou o escanteio que originou o primeiro gol da partida, aos oito minutos. Denis não saiu para afastar a bola, a defesa tricolor só assistiu, e Giancarlo aproveitou para, de coxa, balançar a rede. Foi o oitavo gol dele no estadual, e o sétimo de bola aérea sofrido pelo time do Morumbi.

O estreante Fabrício nem teve tempo de mostrar serviço. Sentindo dores musculares, precisou deixar o campo, dando lugar a Casemiro. Justamente quando a partida virou um "toma lá, dá cá". O anfitrião assustava nos contra-ataques, com Romarinho e Fernando Gabriel, enquanto o visitante investia nas jogadas pelo lado esquerdo, com Fernandinho e Cortez.

Só que as tentativas tricolores não surtiam efeito. Fernandinho tentou por cobertura, de cabeça, e nada. Pior ficou quando ele furou um cruzamento de Cortez. Romarinho pegou a sobra, armou um contra-golpe e tentou cruzar para Léo Jaime. O lateral não alcançou, mas Fernando Gabriel, sim. Ele apenas escorou e ampliou a vantagem, aos 24.

A reação são-paulina foi quase imediata. Depois de receber um belo passe de Cícero, Jadson se atirou à frente do zagueiro e cavou o pênalti. O meia, que havia errado a cobrança no clássico contra o Corinthians, não se intimidou com as vaias da torcida local: aos 27, colocou no canto direito de Rafael e mandou para o além o fantasma da penalidade desperdiçada.

O São Paulo se empolgou e voltou a dominar. Não demorou para o empate chegar, numa jogada pela direita, aos 35. Fernandinho se redimiu da falha no segundo gol do Bragantino: em jogada individual, tirou a marcação de seu caminho e cruzou para Cícero. Como um centroavante típico, o meia apenas empurrou a bola para fechar a chuva de gols do primeiro tempo.

O ritmo da festa não diminuiu na etapa complementar: O São Paulo buscava a virada de todo jeito, e conseguiu, novamente com Cícero. Aos 15, o meia, livre na intermediária, limpou para o centro e disparou um foguete com a perna canhota. Sem chances para Rafael.
A torcida tricolor, porém, mal teve tempo de festejar. Mais uma vez em bola alçada na grande área, apenas dois minutos depois do gol de Cícero, Romarinho, de cabeça, deixou o jogo igual novamente.

Como o empate não era bom para ninguém, os dois times se lançaram ao ataque. Cícero até acertou o travessão, enquanto Giancarlo e Romarinho obrigaram Denis a fazer grandes defesas. No entanto, o placar não se alterou: 3 a 3.

 

 

 

Com informações de Globo esporte e UOL

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