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São Paulo terá feriado na abertura da Copa de 2014

São Paulo terá feriado na abertura da Copa de 2014

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 10:12

São Paulo terá um feriado especial no dia da abertura da Copa de 2014 para permitir que os 88 mil visitantes esperados consigam chegar até Itaquera, local do estádio paulistano e provável sítio da maior fanfest da cidade.

As revelações foram feitas hoje pelo engenheiro Ivan Carlos Regina, gerente de Desenvolvimento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), durante o Fórum de Mobilidade Urbana da Copa de 2014, evento realizado pelo Portal 2014 na feira Construction Expo 2011.

O encontro foi coordenado pelo jornalista Silvério Rocha, diretor do Portal 2014 e contou com a participação do arquiteto João Valente e dos engenheiros Marcos Geribello, vice-presidente do Sinaenco/SP, Ilo Fonseca Leite, do Sinaenco/PE, Luiz Fernando Fabriani, da empresa CH2M Hill, além do representante da EMTU.

O engenheiro da EMTU apresentou o panorama de investimentos da empresa para atendimento à Copa de 2014 na Região Metropolitana de São Paulo, um plano que envolve ônibus, metrô e trens urbanos. Regina explicou que o transporte sobre trilhos será inteiramente modernizado, com a implantação de sistemas para reduzir o intervalo entre trens, especialmente nas Linhas 3 do Metrô e 11 da CPTM, que atendem o bairro de Itaquera, onde ficará o estádio do Corinthians. O plano prevê o investimento de cerca de R$ 20 bilhões, informou Ivan Carlos Regina.

Ele explicou que o dia da abertura da Copa será feriado se a festa for realizada em São Paulo, e adiantou que mais de 88 mil torcedores deverão ocupar o estádio do Corinthians e sua vizinhança, onde será realizada a maior fanfest da cidade. A EMTU planeja transportar 70% dos passageiros via metrô e trens urbanos, a partir de bolsões de estacionamento que serão implantados em locais estratégicos. desses locais partirão linhas especiais de ônibus para integração com os sistemas sobre trilhos, disse Regina.

Como todos os palestrantes, o representante da EMTU frisou que a Copa é apenas uma oportunidade para dinamizar o planejamento da mobilidade urbana nas cidades brasileiras: "Nosso objetivo é tirar o passageiro do automóvel", concluiu.

Expansão urbana

Luiz Fernando Fabriani, da CH2M Hill, abordou o fenômeno de expansão urbana nas cidades brasileiras e seus impactos para o trânsito de automóveis. Tomou como exemplo o sistema de transporte do Rio de Janeiro, com a recente expansão do metrô, as novas linhas de BRT e BRS, além da implantação do sistema de bilhete único integrado.

Marcos Geribello, que também é historiador, fez uma abordagem sobre o aumento da população urbana no mundo e seus riscos econômicos, sociais e ambientais. Defendeu o investimento em tecnologia como alternativa para que as urbes sejam viáveis no futuro. E propôs cidades mais compactas, de forma que as pessoas residam mais perto de seus locais de trabalho.

O representante do Sinaenco/PE Ilo Leite, mostrou as novidades sobre o projeto "Cidade da Copa", em Pernambuco, e explicou que o objetivo é de que seja a primeira cidade inteligente do país. Leite discorreu sobre os problemas do transporte público na cidade do Recife e elogiou o modelo de PPP como a "forma mais adequada de gestão dos sistemas de transporte, porque esses contratos têm início e fim definidos, permitindo que a manutenção do sistema seja garantida ao longo do contrato".

Ruas, não vias

Durante os debates, o arquiteto João Valente colocou em discussão o modelo de ocupação do solo urbano e lembrou que as cidades do mundo ainda estão baseadas em conceitos de urbanização anacrônicos, do século 19. Esse descompasso transformou as ruas em vias de tráfego, apenas locais de passagem. Valente defendeu uma cidade para se viver, com ruas para a vivência social, e não apenas para circular de veículos.      

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