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Seleção de basquete dribla tentações de Nova York a caminho do Mundial

Seleção de basquete dribla tentações de Nova York a caminho do Mundial

Atualizado: Quarta-feira, 11 Agosto de 2010 as 8:50

Terça-feira, início de noite, hora do rush em Nova York. Enquanto táxis, ônibus e carros de passeio se arrastavam pelas ruas engarrafadas, não dava para desconfiar que, num prédio de esquina entre duas ruas movimentadas, 13 jogadores de basquete e uma comissão técnica comandada por um campeão olímpico treinavam para o Campeonato Mundial. No cruzamento entre a Lexington Avenue e a 24th Street, a seleção brasileira ocupou por duas horas o ginásio do Baruch College, uma pequena faculdade encravada no meio da correria de Manhattan.

- Muda todo o ambiente. Vindo do hotel para o ginásio, você vai vendo os carros nas ruas, as pessoas, é tudo diferente. Mas basquete é basquete em qualquer lugar, e a gente tem que se manter concentrado no trabalho, não importa quais são as oportunidades de diversão – comentou Raulzinho, o caçula do grupo, de apenas 18 anos.

Não é primeira vez de Raulzinho em Nova York, e muito menos de Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê, acostumados a visitar os Knicks com seus times da NBA. Não deixa de chamar a atenção, contudo, o fato de treinar a algumas quadras da Broadway, do Central Park e do Madison Square Garden, templo do basquete americano. O técnico Rubén Magnano, no entanto, garante que, durante os treinos, ninguém deixa o pensamento sair pela porta e chegar às ruas iluminadas da cidade.

- A poucas semanas do Mundial, a cabeça de todos está muito focada na preparação, então ninguém está pensando no passeio – explica o técnico argentino, referindo-se à competição que começa no dia 28 deste mês, na Turquia.

Em Nova York, o Brasil disputará um amistoso contra a China, na quinta-feira, e um jogo-exibição contra Porto Rico, na sexta. No treino de terça, Magnano ficou satisfeito com a estrutura do Baruch College. Apesar de ser uma faculdade pequena, que disputa a terceira divisão da NCAA, as instalações são de dar inveja a vários clubes brasileiros.

- Estamos treinando no berço do basquete. Aqui nos Estados Unidos é difícil encontrar um centro de treinamento ruim. Nas experiências que eu tive, de ginásios colegiais a faculdades, são sempre muito bons – elogiou o campeão olímpico, que usou um dos dois ginásios da faculdade. A estrutura de três andares ainda tem academia, piscina e até quadras de squash.

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