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Seleção fala em superar 'oscilação' e relembra a primeira fase do Mundial

Seleção fala em superar 'oscilação' e relembra a primeira fase do Mundial

Atualizado: Quinta-feira, 4 Novembro de 2010 as 9:50

Ansiedade no começo, surpresa com a República Tcheca e superação contra Holanda e Itália. Todas as sensações da primeira fase do Mundial foram lembradas pela seleção brasileira ao deixar a quadra da arena de Hamamatsu pela última vez neste Mundial.

Maior pontuadora do Brasil até o momento e 17ª colocada no ranking do Mundial – com 70 pontos no total –, Natália lembrou que a seleção passou por momentos de irregularidade.

- A gente oscilou muito, com altos e baixos. Soubemos definir os jogos mais difíceis e demos vacilos nos mais fáceis. Agora não dá mais para ser assim. Só vamos ter duelos complicados, contra times grandes. Mas eu gosto de desafios – disse a ponteira.

Thaisa também citou a ansiedade da seleção nos primeiros jogos, mas apontou a partida contra Porto Rico, quando o time não jogou com vibração e ganhou uma bronca do técnico José Roberto Guimarães, como o momento mais complicado.

- Começamos muito tensas. É um time novo, que está crescendo junto. Acho que o único jogo que poderíamos ter atuado melhor foi o contra Porto Rico. Mas vamos deixar caminhar para chegar melhor ainda na segunda fase – afirmou a central.

Fabiana: palavra de ordem é superação

Capitã da seleção, Fabiana não escondeu que foi necessário conversar com as jogadoras e tentar entender o motivo de a alegria que o grupo tem não estar aparecendo em quadra. Com a invencibilidade de cinco jogos mantida, a central acredita que a missão foi cumprida.

- A palavra é superação. A equipe foi ficando cada vez mais unida, teve aquela conversa. Todo mundo se cobrando para chegar ao nível que estamos hoje. Foi legal sairmos em primeiro lugar para entrarmos bem na próxima fase, porque vamos ter pedreiras pela frente.

Jaqueline, que se cobrou bastante no início do campeonato, contou que a vitória sobre a Itália, com direito a 25/7 no terceiro set, foi fundamental para o seu crescimento.

- Saí do jogo levando uma confiança maior comigo. Quero ajudar ainda mais a equipe e chegar na final tinindo – afirmou.

Zé Roberto alerta para a 'perigosa' República Tcheca

Ao fim do jogo contra a Itália, após garantir a liderança do Grupo B, Zé Roberto também fez uma breve avaliação do Brasil na primeira fase.

- Contra Quênia e Porto Rico, poderia ter sido melhor. Tínhamos de ter tomado menos pontos. Já a República Tcheca, e isso não é segredo para ninguém, nos surpreendeu. Conhecíamos apenas uma jogadora delas. Nos meus sete anos com a seleção feminina, nunca tinha enfrentado essa seleção. Ela tem tudo para dar trabalho na segunda fase. Já contra a Holanda e a Itália fizemos tudo conforme o planejado e estudado desde Saquarema. Adorei ver o time jogar, fez o que tinha que fazer.

Por: Mariana Kneipp

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