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Sem crise de identidade, Botafogo muda o estilo e se torna mais forte

Sem crise de identidade, Botafogo muda o estilo e se torna mais forte

Atualizado: Quarta-feira, 11 Agosto de 2010 as 8:30

Nem melhor, nem pior. Apenas diferente. É desta maneira que os jogadores do Botafogo encaram a mudança de estilo do time depois da Copa do Mundo. Peças chegaram, o técnico Joel Santana ganhou opções no segundo semestre, e aquela equipe campeã carioca encorpou. Está mais rica taticamente. Se conquistou o Estadual tendo como pilar apenas uma jogada, a bola alta para a área à procura do grandalhão Loco Abreu, de 1,93 m, o que se vê agora é uma gama muito maior de alternativas.

O plantel alvinegro é composto por 33 jogadores, alguns com capacidade para atuar em diferentes funções. É o caso de Somália. Volante de origem, já foi escalado nas duas laterais. Leandro Guerreiro é outro que tem esta característica. Joga no meio-campo, mas tem sido aproveitado por Joel na zaga. Ou seja, o treinador tem peças de sobra e polivalentes.

A fartura está no ataque. Jobson, Herrera, Loco Abreu, Edno, Caio e Alex estão à disposição. A linha de frente ganhou turbinas, e os dois primeiros aparecem em vantagem num primeiro momento. Depois de voltar da Copa do Mundo, El Loco vai ter de recuperar o ritmo e a condição de titular. Logo ele que foi tão decisivo no título carioca.   De volta depois de um período na Alemanha, Maicosuel ganhou prestígio. O Mago, como é chamado pelos torcedores, assumiu a condição de jogador cerebral da equipe, função até então preenchida por Lucio Flavio. Pelos pés do camisa 7 passam as principais jogadas do Glorioso. Joel Santana conseguiu encaixar o time no esquema 3-4-1-2 com Maicosuel, Jobson e Herrera. Mais dribles, mais toques de bola e, sobretudo, velocidade. 

- É muito bom que a equipe trabalhe com a bola no chão, que tenha outras variações. É importante porque você pode pegar um adversário com zagueiros que marcam a jogada aérea e acaba ficando limitado. Para uma competição longa e disputada como o Brasileiro, as alternativas são importantes – analisou o volante Marcelo Mattos, recém-chegado ao clube.

Herrera, que participou das duas versões, diz que não tem preferência por esquema, apesar de considerar que um time mais veloz facilite seu trabalho. Para ele, ter opções é uma forma de surpreender os adversários.

- Acho que é importante para nós. São todos jogadores que podem fazer a diferença. O Caio, o Edno, o Maicosuel, o Jobson, o Loco. Qualquer um desses jogadores pode ser titular e certamente vai corresponder. A comparação (entre os esquemas) é algo para vocês fazerem. O grupo está bem, está firme. Há 15 dias estávamos na zona de rebaixamento, mas o time melhorou muito e sabemos no que pode dar – frisou.

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