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Sem gritos em campo, sem chutes na porta: Falcão defende seu estilo

Sem gritos em campo, sem chutes na porta: Falcão defende seu estilo

Atualizado: Sábado, 14 Maio de 2011 as 9:01

Falcão prefere analisar o jogo da casamata do que ficar gritando (Foto: Wesley Santos/Pressdigital)

  O Inter fez uma mudança radical de estilo ao trocar Celso Roth por Paulo Roberto Falcão. Saiu um treinador de gritos, de exigência extrema, de corda esticada, e entrou um profissional de conversa ao pé do ouvido, de trato mais cordial, de conversa. Diante de um elenco que já estava cansado do estilo do outro treinador, a modificação parecia tiro certo. Mas vieram duas derrotas fortes, com o time adormecido na volta do intervalo, e daí nasceu o questionamento: estaria faltando vibração ao Inter de Falcão?

O treinador não vê mérito na discussão. Ele entende que berros na beira do campo não rendem um time mais vibrante. E ressalta que está ali como profissional, não como torcedor.

- O que é energia? Não sei o que significa isso de energia. Pelo que eu saiba, o treinador não pode ficar na beira do campo. Tem que ir lá, dar orientação e voltar. As coisas são estranhas, valorizamos até as coisas erradas... Isso não muda minha maneira de ser. Não vou torcer na beira do túnel. Não sou um torcedor ali. Sou um profissional – disse Falcão.

Falcão diz que respeita todos os estilos, mas admite que não gosta de treinadores que são explosivos na casamata. Ele não vê sentido na agressividade.

- Nunca vi grandes treinadores chutarem portas – disse ele.

O treinador ficou irritado com uma matéria do jornal “Zero Hora” que relatava incômodo no vestiário do Inter com o estilo pouco vibrante de Falcão. Ele disse que a situação não é verdadeira.

O comandante colorado diz que não há consistência nos questionamentos sobre sua postura como técnico. Ele argumenta que foi elogiado pelo estilo enquanto o Inter estava vencendo e passou a ser criticado pelo mesmo motivo quando o time passou a perder.

Dentro da discussão, chamou a atenção uma frase de Guiñazu durante a semana. Indiretamente, ele defendeu o chefe e tirou risadas dos repórteres ao falar sobre como costuma ser a relação entre jogadores e técnicos no decorrer das partidas.

- Vou te dizer uma coisa, ídolo: nunca escutei nada do que nenhum treinador disse ali no campo...

Com gritos ou sussurros, é certo que o Inter precisa vencer o Grêmio por dois gols de diferença, neste domingo, no Olímpico, para ser campeão gaúcho. O jogo começa às 16h.        

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