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Sem saber se fica nos EUA em 2012, Marta pode ser bicampeã no sábado

Sem saber se fica nos EUA em 2012, Marta pode ser bicampeã no sábado

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 9:16

Marta tem dez gols pelo Western New York Flash

na liga americana deste ano (Foto: Divulgação)

  Melhor jogadora do mundo nos últimos cinco anos, Marta ainda não sabe onde jogará em 2012. Neste sábado, a craque entra em campo com a camisa 10 do Western New York Flash contra o Philadelphia Independence pela final da liga americana de futebol feminino (WPS), mas sua permanência nos Estados Unidos é uma incógnita.

Campeã da WPS com o FC Gold Pride em 2010 e vice com o Los Angeles Sol em 2009, Marta tenta o bicampeonato e a terceira artilharia da competição. Apesar do sucesso da brasileira, a liga americana perdeu força desde a estreia há dois anos e a próxima edição pode ficar sem sua maior estrela.

- Ainda não temos resposta sobre o que acontecerá. Há muitos comentários... Dizem que podem entrar novos times, mas também dizem que outros podem acabar. Ainda é algo incerto. Isso é negativo, pois sabemos a força dos Estados Unidos na modalidade. Temos esperança de que a liga não acabe, independentemente de eu continuar aqui ou não. Está cedo ainda para falar sobre o meu futuro, pois não sabemos como as coisas ficarão aqui, o que vai acontecer. Sempre que a temporada acaba, a imprensa sueca diz que eu voltarei para lá. Mas não há nada, só comentários - disse Marta, por telefone.

Segundo o empresário Fabiano Farah, que cuida da carreira da camisa 10, a craque recebeu sondagens de outros clubes dos Estados Unidos, da Suécia, do Brasil, da Rússia, do Japão, da França, da Alemanha e da Espanha. Porém, ainda é cedo para dizer onde Marta jogará ano que vem.

- Não existe pressa. A prioridade da Marta é descansar e estar com a família e amigos. Nada vai ser decidido agora, somente no início de 2012 - afirmou o agente, que também trabalha com Roberto Carlos e Ronaldo.

Jogadora do Umea por quatro anos, Marta não descarta um retorno ao futebol sueco e diz que dificilmente voltaria ao Brasil definitivamente, já que precisa jogar entre as principais atletas do mundo para estar bem preparada para Londres 2012.

- Ainda há uma grande diferença para os outros países. É complicado pensar em voltar tendo as Olimpíadas no ano que vem, pois é um campeonato que exige algo mais, tenho que estar sempre competindo para desenvolver melhor. O Brasil não tem estruruta para manter esse ritmo que venho mantendo - analisou a craque, que foi emprestada pela liga americana ao Santos por alguns meses nos últimos anos.

Três anos nos EUA e três times diferentes

A WPS começou em 2009 com sete clubes. Marta foi contratada pelo Los Angeles Sol - versão feminina do Galaxy, que tem David Beckham - e chegou à final,  mas perdeu para o Sky Blue FC. Após a derrota, a equipe de LA fechou as portas e a craque se transferiu para o FC Gold Pride, pelo qual foi campeã em 2010 (a liga também teve sete clubes). O FC Gold Pride também acabou e deixou a WPS com apenas seis times na temporada atual.

Western New York Flash é o terceiro time de Marta: os outros dois fecharam as portas (Foto: Divulgação)

  Goleadora e melhor jogadora do campeonato nos dois anos anteriores, Marta divide a artilharia atualmente com a companheira Christine Sinclair, ambas com dez gols. O prêmio de craque do torneio de 2011 ficou com a espanhola Veronica Boquete, atacante do Philadelphia Independence, rival do Western New York Flash na final deste sábado.

- Esta será minha terceira final seguida, estou confiante. O time está bem preparado, depois do Mundial começamos a desencantar e estamos jogando muito bem nos últimos jogos. Se a gente continuar no mesmo ritmo, temos chances de levar o título - lembrou Marta.

Após a decisão, a camisa 10 tem outra missão especial: embarca segunda-feira para Serra Leoa pela primeira vez como embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento . Marta passará dois dias no país africano, visitará projetos da ONU, participará de um fórum com mulheres e até será treinadora de um time local em partida beneficente.

- Estou muito ansiosa para viagem, vai ser minha primeira pela ONU. Quero saber como será tudo, já recebi a programação. Estou indo para contribuir com essa causa tão nobre, trabalhar pelas pessoas carentes. Quero contar minha história, mostrar como superei as dificuldades e servir como exemplo para eles - concluiu.            

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