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Símbolo da retomada santista, Elano, enfim, comemora o título estadual

Símbolo da retomada santista, Elano, enfim, comemora o título estadual

Atualizado: Segunda-feira, 16 Maio de 2011 as 9:05

Elano foi apresentado pelo Santos no dia 5 de dezembro do ano passado. Era o Menino da Vila voltando para casa seis anos após deixar o clube para jogar na Europa. Apesar de ter alcançado fama e fortuna no Velho Mundo, o meia chegou ao Brasil com uma fome de títulos que já foi saciada logo de cara, com a conquista do Campeonato Paulista de 2011, neste domingo, diante do Corinthians, como no Brasileirão 2002, primeiro título conquistado pelo camisa 8.

Bicampeão brasileiro pelo Peixe, o camisa 8 é um dos símbolos da retomada alvinegra. Depois do título de 2002, o Alvinegro Praiano voltou a ser protagonista. Além do Brasileirão 2004 (ainda com Elano), o time da Vila Belmiro venceu três Campeonatos Paulistas (2006, 2007 e 2010) e a Copa do Brasil (2010).

Elano, em lance com Bruno César, do Corinthians - muita raça em campo (Foto: EFE)

  Embora não tenha participado das campanhas dos títulos mais recentes, Elano se sente um pouco responsável por eles. Afinal, ele tem certeza que a conquista de 2002 determinou o ressurgimento do Santos.

- Aquele título colocou o Santos de novo no topo. Acredito que tudo o que aconteceu depois é um pouco do reflexo do que construímos lá atrás.   Agora, Elano teve a chance de levantar, de fato, um dos troféus que lhe faltaram em sua primeira passagem: o Campeonato Paulista. E não é só isso. O ídolo santista ainda termina a competição dividindo a artilharia com o corintiano Liedson, com 11 gols.

- Era, sim, um título que eu queria muito conquistar, pois faltou na minha primeira passagem. E ser artilheiro é ainda mais especial.

Essa é a sexta vez que Elano participa daquele que é considerado o estadual mais forte do Brasil. No primeiro, em 2001, ele ainda era reserva. Não esteve em campo contra o Corinthians, no fatídico 13 de maio daquele ano, quando o Peixe, que jogava por um empate para passar à final, levou um gol, marcado por Ricardinho, a 15 segundos do fim da partida, que terminou 2 a 1 para o rival. A vingança viria no ano seguinte, na final do Campeonato Brasileiro. O Santos venceu o Timão na decisão, por 3 a 2, com Elano, agora titular absoluto, marcando o segundo gol, e acabou com uma fila que durava 18 anos. Em 2004, veio o bicampeonato, já com um time modificado em relação a 2002, mas ainda com Robinho.

Em Paulistões, Elano nunca havia sido muito bem sucedido. No início de 2002, a equipe campeã brasileira ainda estava em formação. Naquele ano, o estadual foi disputado apenas entre times pequenos. Os grandes estavam envolvidos num Torneio Rio-São Paulo turbinado. Em crise, o time não passou da primeira fase.

Em 2003, mais preocupado com Taça Libertadores, o Peixe, já com Elano, Robinho e Diego tinindo, não deu tenta atenção ao estadual e acabou ficando no meio do caminho: não avançou ao mata-mata. No ano seguinte, o time começou a competição muito bem e terminou a fase inicial na liderança de seu grupo. Passou pela União Barbarense nas quartas de final, mas caiu diante do São Caetano na semifinal. Novamente, o clube estava dividindo atenções com Libertadores e priorizou a América. Curiosamente, o atual chefe de Elano, Muricy Ramalho, era técnico do Azulão e acabou conquistando o título.

Em 2005, quando o Santos terminou o Paulista em terceiro lugar, Elano disputou apenas as três primeiras partidas. Logo foi vendido para o Shakthar Donetsk-UCR.

- Estou me sentindo muito bem nesse retorno ao Santos. É como se eu nunca tivesse saído. Essa conquista do Paulistão é um prêmio importante para mim. Agora, vou em busca do outro título que faltou na minha primeira passagem pelo clube - concluiu o meia, referindo-se à Taça Libertadores. Na próxima quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), o Santos recebe o Once Caldas-COL, no Pacaembu, jogando por um empate para avançar às semifinais do torneio continental.

Elano fez gols importantes durante a campanha vitoriosa no Paulistão, como na vitória sobre o São Paulo nas semifinais (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)          

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