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Sindicato acusa Fla de pressionar funcionários do CT a pedir demissão

Sindicato acusa Fla de pressionar funcionários do CT a pedir demissão

Atualizado: Quarta-feira, 30 Novembro de 2011 as 4:28

Segundo o presidente do Sindicato dos funcionários de clube do Rio de Janeiro, José Pinheiro, é sob clima de incerteza que empregados do Flamengo têm trabalhado no Ninho do Urubu. Pinheiro, que também é chefe de segurança do Fla, diz que nos últimos meses alguns profissionais foram pressionados pela vice-presidência de Administração a pedir demissão até 14 de novembro para que fossem recontradados pela Locanty. A empresa do ramo de limpeza e coleta de resíduos venceu a licitação para assumir os setores de serviços gerais, vigia, portaria e segurança do CT nos próximos dois anos.

Pinheiro conta que protestou como representante da classe e apresentou ao clube registros de mais de cem ações trabalhistas do Tijuca Tênis Clube que passaram por esta situação e não receberam corretamente tudo a que tinham direito.

- Avisei ao Flamengo que os funcionários do Tijuca não receberam os 40% do Fundo de Garantia, ficaram largados, muitos foram demitidos pouco tempo depois da entrada da Locanty. Pelo menos 25 funcionários do Flamengo foram chamados para aceitar essa situação, mas a Patricia (Amorim) suspendeu as tentativas de demissões.

O vice-presidente Social e de Administração do Flamengo, Cacau Cotta, nega. Segundo ele, a terceirização é necessária por ponta da demanda no Ninho.

- Isso é invenção do Sindicato. O CT é outro clube, outra estrutura. Não podemos repetir os erros da Gávea. O Flamengo não está fazendo nada além de terceirizar alguns serviços. É assim nas grandes empresas. Isso é para suprir a demanda do crescimento do CT. Não tem nada de demissões - garantiu.

O coordenador do Ninho do Urubu, Carlos Getúlio Brazil, diz quem deixar o Ninho será remanejado.

- Inicialmente, pensamos em terceirizar os auxiliares de jardinagem, mas pensamos que não seria positivo para o CT, pois os funcionários do Flamengo têm o preparo. Talvez isso também tenha gerado essa posição do Sindicato. Houve o caso do Tijuca Tênis Clube, mas não significa que irá ocorrer aqui. Nenhum funcionário foi mandando embora e nem vai ser. Isso não existe. Os funcionários estão tranquilos. Foi feita uma licitação e a opção foi por terceirizar os serviços gerais e a parte de vigia, portaria e segurança. Novos funcionários serão contratados. O pessoal da segurança talvez fique por lá. Os outros vão para a Gávea. É um processo natural - afirmou.

Pinheiro avisa que está atento e que, se necessário, terá de tomar as medidas cabíveis.

- O empregador tem o direito de mandar embora, mas o funcionário não pode ser pressionado a pedir demissão. Se não houver respeito, vou para a Delegacia do Trabalho, ao Ministério Público. Quando assumi a presidência do Sindicato, sabia que haveria essa colisão por ser chefe da segurança do Flamengo. Mas tenho que defender o empregado. Soube que quatro ou cinco funcionários da Locanty já estão trabalhando no Ninho. Por enquanto, estão colocando quem querem colocar, mas sem mexer no quadro do Flamengo. O clube tem funcinários de mais de 20 anos, que já passaram meses sem receber neste período, e seguraram a barra. Não é justo – comentou José Pinheiro.

A relação do Flamengo com a Locanty não é nova. A empresa já patrocinou o time de basquete rubro-negro e, no ano passado, também foi responsável por pagar parte do salário de Zico, então diretor-executivo de futebol.    

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