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Sinônimo de raça na seleção, Buru ignora lado ranzinza e abre sorriso

Sinônimo de raça na seleção, Buru ignora lado ranzinza e abre sorriso

Atualizado: Quinta-feira, 8 Setembro de 2011 as 11

O confronto diante da Nigéria, nesta quinta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo de futebol de areia, em Ravenna, será a partida oficial de número 250 de Buru com a camisa verde-amarela. Sinônimo de raça, o defensor de 35 anos é um dos homens de confiança do técnico Alexandre Soares no elenco brasileiro que disputa o Mundial da Itália. Ao lado do capitão Benjamin, ele atua como orientador do time durante os jogos e, quando necessário, dá bronca nos companheiros. O jeitão ranzinza, no entanto, fica apenas dentro de quadra. Pelo menos é o que ele garante.

- É difícil eu mudar a minha personalidade dentro de quadra, que é de muita seriedade. Às vezes, sou ranzinza mesmo. Alguns ficam chateados e passam dias sem falar comigo. Mas é o meu papel como defensor tentar orientar e buscar o melhor posicionamento da equipe. Fora de campo, o que prevalece é o sorriso, sem essa cara amarrada - disse Buru, que tem 34 gols em Mundiais.

Buru sorri ao exibir camisa de número 250 da seleção brasileira, em Ravenna (Foto: Álvaro Sant'anna)

  Com apenas um gol marcado na Copa, Buru está bem longe do português Madjer, que tem nove tentos anotados e lidera a artilharia de forma isolada em Ravenna. No Mundial de 2007, realizado no Rio de Janeiro, além do título, o jogador do Brasil foi o goleador e craque do torneio. Neste ano, ele mira apenas o pentacampeonato.

- Em 2007, eu atacava muito porque tinha o Júnior Negão que era quem cuidava mais da zaga. Na seleção deste ano, eu fico mais postado e deixo os atacantes como André, Benjamin e Jorginho fazerem os gols. Não estou subindo tanto, mas, quando precisar, eu vou para cima e com muita explosão, que é a minha principal característica. Meu objetivo é o de defender e não vou abandonar isso - explicou.

Na fase de grupos, o Brasil teve trabalho para garantir a liderança da chave e avançar às quartas de final. Foram duas vitórias de virada sobre México (5 a 2) e Japão (3 a 2) e uma nos pênaltis diante da Ucrânia (após 3 a 3 no tempo normal). Para Buru, isso mostra o equilíbrio da competição.

- Ainda não jogamos o nosso melhor futebol. Mas não se pode ignorar o quanto as outras seleções evoluíram e fazem de tudo para nos superar. Para isso, eles nos estudaram muito e tentam anular as nossas jogadas. Por exemplo, eu tenho recebido marcação dupla, o que tem dificultados as nossas tabelas. Mas temos que saber lidar com isso e superar a marcação dos rivais - encerrou.

As quartas de final da Copa do Mundo começam nesta quinta-feira. O confronto entre Rússia e México abre a nova fase do torneio às 10h30m. O duelo entre Portugal e Senegal será às 12h; Itália e El Salvador se enfrentam às 13h30m; e Brasil e Nigéria fecham a rodada, às 15h.          

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