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Solidariedade entre pilotos marca edição 2010 do Rally dos Sertões

Solidariedade entre pilotos marca edição 2010 do Rally dos Sertões

Atualizado: Sexta-feira, 20 Agosto de 2010 as 2:20

Ao contrário do automobilismo no asfalto dos circuitos, quando cada piloto luta até exageradamente pelo sucesso, o rali tem uma postura inversa. Os competidores são estimulados a ajudar colegas em apuros, para agilizar o atendimento em caso de ferimentos ou ajudar os rivais a não ficarem presos na trilha.

Neste ano, duas situações deste tipo chamaram a atenção. Na primeira perna da etapa maratona, entre Palmas e São Félix do Tocantins, o carro de Paulo Nobre, o Palmeirinha, capotou na parte final da especial. Quando ele viu, o rival João Franciosi o estava ajudando a desvirar o modelo. Na chegada à cidade do Jalapão, o piloto palmeirense mostrou toda a sua gratidão pela ajuda do amigo.

- Você é meu anjo da guarda. Tentei tirar um pouco demais do carro em um trecho de cascalho e acabei capotando. Só que veio o Franciosi, deu um arranque na gente e ajudou. Estamos aqui graças a ele. Esse é o real espírito do rali - disse Palmeirinha, logo após completar a etapa do Jalapão.

Nesta quinta-feira, mais um episódio exemplar. Marcos Cassol, atual líder entre os caminhões no geral, mantinha um bom ritmo durante o percurso. Entretanto, o caminhão atolou em um banco de areia, já na reta final da especial. André Azevedo, que largou quatro minutos após o adversário, não hesitou e parou para dar uma assistência ao concorrente.

- Vi o Marcos atolado e resolvi ajudar. Foi só rebocá-lo para trás. O que fiz foi muito simples. Somos concorrentes diretos pelo título, mas tenho certeza que o Marcos faria o mesmo por mim - diz André Azevedo.

Líder da competição, Cassol concorda com Azevedo. Para ele, este é o espírito do rali, com muita confiança e camaradagem.

- Foi uma atitude de homem e de "ralizeiro". E o Sertões é isso - diz Cassol.

* Rafael Lopes viaja a convite da organização do Rally dos Sertões

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