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Sport fará reunião para tratar de confusão na Ilha do Retiro

Sport fará reunião para tratar de confusão na Ilha do Retiro

Atualizado: Segunda-feira, 24 Outubro de 2011 as 1:15

 Uma reunião na tarde desta segunda-feira definirá a posição do Sport sobre o vandalismo de uma de suas torcidas organizadas após a derrota para o Goiás, por 1 a 0, no último sábado, na Ilha do Retiro.

Uma retaliação contra a entidade está em pauta, mas ainda não foi tomada nenhuma decisão. O diretor de futebol, Homero Lacerda, defende uma ação enérgica contra os baderneiros.

- Isso não é torcedor. Estão pensando que aqui é Corinthians ou Palmeiras? No Sport é diferente, vamos agir. Daqui a pouco ninguém vai poder ser dirigente, técnico ou jogador porque estamos ameaçados. Numa analogia empresarial, a torcida é o nosso patrão. Quando não gosta tem que gritar, xingar, reclamar, mas tudo tem limite - criticou Homero Lacerda.

Dirigente do Sport criticam Polícia Militar

(Foto: Aldo Carneiro) O dirigente alfinetou a ausência da Polícia Militar no momento da confusão. Durante o ataque dos torcedores, o batalhão de choque já tinha partido da Ilha do Retiro. Voltou depois que a confusão estava instaurada. Para o cartola, isso não deveria ter acontecido.

- Foi um desespero. Os familiares dos jogadores ficaram assustados. Mulheres e crianças correndo para dentro do vestiário. A polícia não foi condizente com a sua função. Deveria estar lá. Ela é responsável pela guarda da área. Se não fosse a guarda particular estávamos arruinados. Eles seguraram a torcida. Quem chegou foi a polícia de trânsito.

O batalhão de choque foi muito falho - disse o cartola, respondendo a resposta da PM, que disse não ter responsabilidade sobre a segurança interna do clube, apenas as vias de acesso e a arena, confrontando o Estatuto do Torcedor, que delega ao órgão de segurança pública a tranquilidade dentro e fora do estádio, não especificando diferença na atuação externa.   O presidente do Sport, Gustavo Dubeux, foi mais comedido, mas não deixou de criticar a PM. Também não aliviou para a torcida, mas para ele, os culpados devem ser identificados, sem generalização da organizada, ou seja, a resposta pode não ser tão dura para a facção rubro-negra. Discussão para a reunião.

Inclusive, estará em pauta a venda de bebidas alcoólicas em garrafas de vidro. Um "mistério" na Ilha do Retiro, já que a embalagem é de alta periculosidade pelo ambiente de venda. Na degradação aos ônibus do Sport, o material foi uma das principais armas dos torcedores. Os vasilhames estavam circulando escancaradamente nas dependências da sede.

- É, não sei porque estava sendo vendido no bar. Soube que trouxeram essas cervejas dos carros. Vamos avaliar. Temos que ser inteligente para não acusar quem não é culpado. Não podemos generalizar se foi a facção ou se alguns integrantes. Existe um líder e temos que questioná-lo - afirmou Dubeux, mostrando uma posição mais moderada. Só a reunião indicará o norte das ações rubro-negras.

Sport envia relatório ao Juizado Especial do Torcedor

Nesta segunda-feira, o Juizado Especial do Torcedor recebe relatório do Sport e do Batalhão de Choque sobre os incidentes. De posse do material, o JETEP vai pedir à Policia Civil para que seja aberta uma investigação do caso para que os autores do 'quebra-quebra' sejam identificados e punidos.

Os seguranças e dirigentes do Sport serão ouvidos, assim como os líderes das torcida organizadas.          

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