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Suíça segura badalada Espanha e "acha" gol

Suíça segura badalada Espanha e "acha" gol

Atualizado: Quarta-feira, 16 Junho de 2010 as 12:57

No duelo de ataque contra defesa, a defesa levou a melhor. Com 11 jogadores atrás, a Suíça não só segurou a badalada linha ofensiva da Espanha, como também achou um gol na raça e venceu por 1 a 0. Assim, saiu a primeira zebra da Copa, e o estigma de ''amarelão'' voltou a atormentar a Fúria.

O gol mais improvável desta primeira rodada da Copa não poderia sair de outra forma: foi no bate e rebate. Tudo começou com um chutão do goleiro no tiro de meta. Em poucos segundos a bola estava do outro lado, na área espanhola. Derdyiok dividiu com Casillas, a bola sobrou na área e o jovem Gelson Fernandes estufou a rede.

Do outro lado, a bola teimava em não treinar. O goleiro Benaglio fechou o gol, teve uma bomba de Xabi Alonso no travessão, um chute colocado de Iniesta que saiu a centímetros do gol... 23 tentativas de arremate sem sucesso.

O poderio defensivo helvécio fica comprovado pelos números. Em 2006, o país dos Alpes deixou o Mundial nas oitavas de final (nos pênaltis) sem levar um gol sequer. Agora, acumula cinco partidas em Copas sem ser vazado.

Durante o primeiro tempo, na formação considerada a mais moderna do futebol europeu, que varia do 4-5-1 sem a bola para o 4-3-3 no ataque, a Espanha se aproximava do gol adversário em bloco, com David Villa como referência, e os meios-campistas Andres Iniesta, David Silva, Xabi Alonso e Xavi no apoio.

Tiveram posse de bola, criaram, mas pararam em Benaglio. Ou enfeitaram no toque final, como aconteceu com David Villa aos 44min. Ele invadiu a área sozinho, mas preferiu driblar o zagueiro e dar um toque por cobertura, ao invés de chutar. Nesse lance, ficou evidente a carência de um matador - Fernando Torres ficou no banco, porque ainda se recupera de uma lesão no joelho.

Do outro lado, os suíços só marcaram. Nas poucas vezes que figuraram no campo do adversário, demonstraram falta de criatividade, ainda mais na ausência do artilheiro Alexander Frei, machucado.

Na etapa final, depois de o placar ser inaugurado, os atuais campeões europeus foram para o tudo ou nada. Torres, Jesus Navas e Pedro, todos atacantes, entraram, mas não conseguiram amenizar a decepção dos torcedores.

Nem mesmo os suíços acreditavam em um triunfo. Nos dias que antecederam a estreia pelo Grupo H, admitiram que o empate seria um ótimo resultado e enalteceram o adversário. Alguns chegaram a afirmar que enfrentariam a melhor seleção do mundo. E olha que tiveram chances de fazer o segundo gol no contra-ataque, com direito a bola na trave de Casillas.

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