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Tentando manter time calmo, Muricy descarta estratégias motivacionais

Tentando manter time calmo, Muricy descarta estratégias motivacionais

Atualizado: Terça-feira, 19 Abril de 2011 as 4:02

Muricy espera Peixe calminho nesta quarta (Foto: Ricardo Saibun / Site Oficial do Santos)

  O técnico Muricy Ramalho passou os últimos dias tirando a carga da pilha santista. Não quer ver um time estressado em campo, como aconteceu contra o Colo Colo-CHI, no último dia 6, na Vila Belmiro, pela Taça Libertadores. O Peixe vencia por 3 a 0 e dava pinta de que iria golear. De repente, perdeu o controle, caiu na catimba, teve jogadores expulsos e viu os chilenos encostarem no placar. O jogo terminou 3 a 2 para o Alvinegro, mas com o adversário em cima. Contra o Deportivo Táchira-VEN, nesta quarta-feira, às 19h30m (horário de Brasília), no Pacaembu, jogo que decide o futuro do Peixe na competição continental, o treinador espera uma equipe controlada em campo, como na vitória por 2 a 1 sobre o Cerro Porteño-PAR, quinta passada, em Assunção.

O treinador afirma que já viu muito time se perder por “excesso de motivação”. Ele culpa alguns de seus colegas, sem citar nomes, que exageram na hora da preleção. Acha bobagem alguns recursos utilizados por técnicos em suas palestras, como mostrar vídeos com a família dos jogadores antes das partidas.     - Eu sou contra esse negócio de vídeo com filho chorando, bilhetinho com recado debaixo do travessero do jogador. É tudo bobagem. Isso só atrapalha. O cara acaba entrando em campo chorando também. Ou então, fica tão pilhado, pensando no filhinho ou na vovozinha, que entra em campo dando pontapé. Eu faço o contrário. Eu tiro o peso do jogador. Antes do jogo, só falo sobre o que vamos enfrentar, sobre o adversário.

Para Muricy, o salário em dia já é motivação suficiente para o atleta render bem.

- Eu acho um absurdo essa história. Aqui no Santos, por exemplo. A estrutura é excelente, os caras ganham bem, em dia. Estão num clube grande, disputando títulos. Precisa de mais motivação?

Por fim, o comandante santista, em tom de brincadeira, lembrou do tempo em que dirigia a Portuguesa Santista, vizinha do Peixe, hoje na quarta divisão do futebol paulista.

- Na Burrinha, aqui do lado, é que eu tinha de contar historinha para jogador. Não tinha campo direito para treinar, maior dificuldade. Aí, sim, precisa motivar. Dizia que se não jogássemos bem, nunca iríamos sair dali - completou Muricy, que foi técnico da Briosa em 2000.        

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