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Timão empata e termina em 3º

Timão empata e termina em 3º

Atualizado: Domingo, 5 Dezembro de 2010 as 9:56

Todo mundo sabia que a situação do Corinthians era complicada. Era difícil que o agora campeão Fluminense empatasse ou perdesse do rebaixado Guarani. Mas o Timão conseguiu piorar ainda mais a situação, dando um ar melancólico à sua despedida do Campeonato Brasileiro. Diante de um Goiás reserva e cheio de garotos, o Alvinegro só empatou por 1 a 1 no Serra Dourada. Pior: com a vitória do Cruzeiro sobre o Palmeiras caiu para o terceiro lugar e vai para a pré-Libertadores.

Ou seja, a equipe que jamais saiu das três primeiras colocações em 38 rodadas perdeu o título, o vice-campeonato e uma vaga direta na fase de grupos da competição sul-americana. Como terceiro colocado do Brasileirão, o Timão vai ter de disputar a pré-Libertadores com um representante da Colômbia. De certa forma uma castigo para uma equipe que esteve tão perto do pentacampeonato.

Mas o Corinthians esteve nervoso. E a prova desse nervosismo foi retratada no goleiro Julio Cesar. Impecável na maioria dos jogos em que atuou neste Brasileirão, o camisa 1 alvinegro falhou feio neste domingo. Aos 19 minutos, ele saiu mal do gol após recuo de Roberto Carlos e deu um “passe” para Felipe Amorim tocar para a rede. Dentinho empatou nove minutos depois, é verdade, mas o lance desestabilizou os alvinegros.

Ronaldo é marcado de perto. Ponto alto do craque foi bola na trave

(Foto: Marcos Ribolli/ Globoesporte.com) Mérito também para o Goiás, que, mesmo rebaixado e desfigurado, deu muito trabalho ao Timão. Se com ou sem incentivo de algum outro clube, não importa. O fato é que o Corinthians não teve qualidade para superar o adversário e voltou a falhar fora de casa. Na era Tite, por sinal, foram três empates fatais como visitante (Flamengo, Vitória e Goiás). Mesmo assim, o técnico terminou invicto.

A lamentar também o adeus do zagueiro William, que neste domingo se despediu do futebol e foi ovacionado pela torcida corintiana no Serra Dourada. E também a saída de Elias, que, chorando, avisou que está apalavrado com o espanhol Atlético de Madri. Ao final do jogo, os jogadores foram até a Fiel e agradeceram o apoio durante a competição.

Que vacilo, Timão!

Estrategicamente, o Corinthians não quis atrasar o início do jogo no Serra Dourada. Então, rolou a bola rapidamente para tentar fazer um gol relâmpago e jogar a pressão para o Fluminense, que iniciou o duelo com o Guarani, no Rio de Janeiro, cinco minutos mais tarde. O plano alvinegro, no entanto, deu errado.

Jucilei tenta levar o Timão ao ataque

(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) Nervosos, os jogadores do Corinthians erravam passes bobos e muitas vezes se atrapalhavam ao tentar um lance mais rebuscado. E foi numa dessas bobeadas que o Goiás, totalmente reserva e recheado de garotos, abriu o marcador. O lance ocorreu aos 19 minutos e teve como protagonista o goleiro Julio Cesar.

Depois de levar uma bola nas costas, Roberto Carlos desviou para a área alvinegra. Julio Cesar saiu mal do gol e chutou fraco para a intermediária. Era lá que estava o meia Felipe Amorim, que dominou e chutou rasteiro para o gol vazio. Na tentativa de não desanimar o elenco, a Fiel prontamente cantou forte.

Em desvantagem e com o Fluminense empatando com o Guarani no Engenhão, o Corinthians foi para cima de maneira desordenada e pouco fez nos minutos seguintes. Mas aos 28, em uma jogada muito bem organizada, Dentinho empatou. Bruno Cesar achou Elias na direita e o volante rolou para o atacante completar.

O empate animou o Timão, mas para ser campeão brasileiro era necessária uma vitória. Para piorar, aos 37 minutos, o técnico Tite perdeu o zagueiro Chicão, machucado. Leandro Castán entrou em sua vaga.

Ansiedade e decepção

As duas equipes voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações que encerraram a etapa inicial. Sem o mesmo ímpeto ofensivo do começo, o Goiás recuou. Mas o Corinthians, ansioso demais, não conseguia transformar a maior posse de bola em chances de gol. A bola parecia queimar os pés alvinegros.

Percebendo que o Timão precisava melhorar no ataque, o técnico Tite sacou o volante Ralf e escalou Jorge Henrique, xodó da torcida. Mas a primeira chance dos alvinegros no segundo tempo foi em uma falta de Roberto Carlos que parou na barreira. Faltava mais jogadas pelas pontas ao clube paulista.

Bruno César, um dos destaques de 2010, sai de campo triste (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com) Mas o Goiás não estava morto. Embora rebaixado e com seu time reserva, o time esmeraldino procurou espaços e até encontrou algum. Mas a zaga alvinegra estava bem postada. Se atrás a segurança era elogiável, na frente a ansiedade era condenável. Ansiedade que virou desânimo aos 23 minutos.

Foi nesse momento que o sistema de som do Serra Dourada informou o gol do Fluminense no Engenhão. O Corinthians, então, precisava fazer mais um e ainda torcer para o Guarani empatar. Ficou ainda mais complicado. E os jogadores sentiram isso em campo, até porque a torcida também desanimou.

A Fiel só voltou a se agitar na arquibancada aos 38 minutos, quando Ronaldo enfim apareceu. Ele gingou em frente à zaga e chutou forte de fora da área, acertando a trave direita. Empurrado por esse lance, o Corinthians ainda tentou a vitória, mas não encontrou forças para furar o bloqueio esmeraldino.

por Carolina Elustondo e Leandro Canônico

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