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Timão reforça jogo coletivo e melhora rendimento com o adeus de Ronaldo

Timão reforça jogo coletivo e melhora rendimento com o adeus de Ronaldo

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 9:28

A saudade de Ronaldo ficou apenas pelo bom relacionamento com o elenco. Dentro de campo, a vida segue sem sustos no Corinthians desde que ele anunciou a aposentadoria. Sofrendo com os intermináveis problemas físicos e longe da melhor forma, o ídolo sucumbiu com a equipe na Libertadores diante do Tolima-COL. Mas, sem o ídolo, o Timão parece voltar aos trilhos depois do princípio de crise. O Fenômeno, hoje, não faz falta a um time que, apesar de estar em formação, obtém bons resultados e tem agora no jogo coletivo sua principal arma.

Desde a “era Mano Menezes” Ronaldo era o único jogador do Corinthians sem funções defensivas. Foi muito comum os próprios companheiros dizerem que “correriam por ele” para que o craque pudesse apenas se concentrar em fazer os gols. Nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil de 2009, deu certo. Com Tite, a orientação seguiu, ainda mais pelo jogador ter enormes dificuldades em perder peso, mas naufragou na última tentativa dele de vencer o torneio sul-americano pelo Timão.

Deu errado também a tentativa de reeditar o esquema com três atacantes. A formação, de muito sucesso com Mano, chegou a render bem nas últimas rodadas do Brasileirão do ano passado, mas, em 2011, não vingou. A tática de colocar Dentinho e Jorge Henrique pelos lados, com Bruno César na armação, furou. Pior: o Corinthians ficou exposto pelo meio e acumulou resultados ruins.

- Nós tentamos várias formações. A que melhor se encaixou foi a do último jogo, com Dentinho, Morais e Jorge Henrique. O Liedson nos dá mais mobilidade na frente, não é um jogador para ficar apenas entre os zagueiros. Ele, sem dúvida, nos ajuda muito na recomposição (defensiva) - revelou Tite.

O comentarista Walter Casagrande Júnior, da Rede Globo, acredita que o técnico Tite tem agora mais liberdade para montar a equipe com o fim da carreira de Ronaldo. O Fenômeno sentou apenas uma vez no banco de reservas, justamente em sua primeira partida pelo clube, contra o Itumbiara, em Goiás, pela Copa do Brasil de 2009.

- Facilitou para o Tite. Não tinha como não colocar o Ronaldo para jogar, e ele já não podia mais jogar. Agora, com o Liedson, o Tite está mais à vontade. Hoje, o Corinthians entra em campo completo. O Ronaldo jogava 30 ou 40 minutos e depois o time ficava com nove na linha – opinou.    

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