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Tinga, salvo pelo Grêmio, defende o coração colorado no Mundial

Tinga, salvo pelo Grêmio, defende o coração colorado no Mundial

Atualizado: Terça-feira, 30 Novembro de 2010 as 8:41

Não sai da cabeça de Paulo César Tinga a visão do que aconteceu com seus amigos de infância, com aquela turma que corria descalça atrás de uma bola de futebol pelas ruas do bairro Restinga, em Porto Alegre. Os pensamentos dele não param de receber marteladas de realidade com a lembrança de que a maioria absoluta daquela gurizada foi parar atrás das grades ou dentro de um caixão, por mais crua que seja a imagem, por mais dolorosa que ela seja. Tinga foi salvo. E poderá, daqui a duas semanas, vestir a camisa do time do coração dele em um Mundial de Clubes.

Aquele Paulo magrelo que corria atrás de uma bola pela Restinga já era coloradaço. Mas uma jogada do destino fez com que ele encontrasse no Grêmio toda a base para uma vida boa, todo o asfalto para um caminho certo. O Inter, nos testes para a criançada, não quis saber de Tinga. O Grêmio quis. E lá foi ele, todo orgulhoso, dar a vida pelo azul, preto e branco – retribuir, com suor, a oportunidade que recebia nos campos do Olímpico.

O Grêmio mora no coração colorado de Tinga, por mais estranho que pareça. Aos 32 anos, o jogador não esquece o passado, mas ressalta que seu lugar sempre foi o Beira-Rio. Autor do gol do título da Libertadores de 2006, o jogador agora terá a chance de ser campeão do mundo. Ele será titular em Abu Dhabi e, até lá, tenta recuperar o ritmo de jogo, processo atrapalhado pela reincidência das lesões musculares. Tinga concedeu entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM no gramado do Beira-Rio. Em 30 minutos de conversa, o jogador analisa a revolução que o futebol causou em sua vida, fala sobre a identificação com o Inter e traça planos para o futuro. Confira, abaixo, a íntegra do bate-papo com um dos maiores ídolos da torcida colorada.

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