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Tirone diz que prioridade é o futebol e fala em organizar o Palmeiras

Tirone diz que prioridade é o futebol e fala em organizar o Palmeiras

Atualizado: Quinta-feira, 20 Janeiro de 2011 as 9:24

Arnaldo Tirone Filho se diz preparado para assumir o comando do Palmeiras. Aos 60 anos, ele começa na manhã desta quinta-feira a tomar pé da situação do clube que comandará pelos próximos dois anos. Com todos os seus aliados ao redor - ele elegeu todos os quatro vices de sua chapa - , o Pituca, como é conhecido no clube, tem um misto de sensações: está animado, mas, ao mesmo tempo, preocupado com o que vai encontrar.

Empresário do ramo imobiliário, Tirone é ligado aos ex-presidentes Mustafá Contursi, Afonso Della Monica e Carlos Facchina, e faz parte do grupo de Roberto Frizzo, candidato derrotado nas eleições passadas por Luiz Gonzaga Belluzzo e seu vice de futebol.

Eleito na sua primeira tentativa ao cargo de presidente, Tirone afirma que buscará organizar o futebol e que acompanhará a equipe no jogo desta quinta, contra o Ituano, em Piracicaba, pela segunda rodada do Campeonato Paulista.

Confira os principais trechos da entrevista:

Início dos trabalhos

- Amanhã (quinta-feira) estarei reunido com minha equipe para começar a trabalhar pelo clube. O Palmeiras é grande e viável, e vai depender só da gente. Vou me inspirar em alguns grandes empresários como o Armador Aguiar, do Bradesco. Ele contou que batia de porta em porta para conseguir dinheiro para o banco. O Palmeiras vai precisar agora de todos os palmeirenses. Precisamos chegar na sede e tomar ciência do que está acontecendo. Vai ser difícil, mas acreditamos no nosso trabalho e prometo suar a camisa.

Reforços

- A prioridade é organizar o clube. No futebol, isso está sendo feito pelo Felipão e vamos melhorar o que está precisando melhorar. Prometer nesse momento alguma coisa sem estar inteirado do que acontece é difícil. Vamos priorizar o futebol. Mas com frieza e serenidade. Conheço o clube há 55 anos e acredito muito no Palmeiras.

Paciência do torcedor

- Sofri muito com futebol porque meu pai era obcecado.  Um ou seis meses a mais, o que for. O importante é colocar o trem nos trilhos porque está fora. Primeiro organizar o futebol, que é prioridade, mas organizar clube para crescer. Existe um desequilíbrio na administração do clube e precisamos tentar amenizar esse burburinho que tem no Palmeiras.

Pacificação no clube

– O Palmeiras ganhou com essa eleição. Conheço o clube e sei da minha competência para articular politicamente, com transparência. O conselheiro vai ficar mais satisfeito com o que vai ter. Tem de mostrar o que está acontecendo, não adianta tapar o buraco. Vamos procurar fazer o Palmeiras um pouquinho melhor do que está. Se tivesse medo, não estaria concorrendo. Tenho preocupação, acredito no Palmeiras e na equipe que vai trabalhar comigo.

Salários dos atletas

- Temos de fazer uma reflexão sobre tudo o que está acontecendo e vamos ter de colocar uma meta de trabalho. Não temos orçamento para tocar o clube.

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