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Tite se arma com várias peças seguindo exemplo de São Paulo e Flu

Tite se arma com várias peças seguindo exemplo de São Paulo e Flu

Atualizado: Sábado, 2 Julho de 2011 as 10:24

Tite tem de dosar intensidade de treinos para evitar

lesões (Foto: Marcos Guerra/Globoesporte.com)

  O técnico Tite está em uma situação cômoda para armar o Corinthians. Ele se dá ao luxo de deixar jogadores como o atacante Emerson e o meia Alex no banco de reservas para entrarem aos poucos e pegarem ritmo de jogo. Mesmo assim, o time está na liderança do Brasileirão com a melhor arrancada inicial da era dos pontos corridos. Para isso, Tite segue a receita dos últimos campeões, Fluminense e São Paulo, cujos elencos contavam com várias peças de reposição que mantinham o nível técnico.

- É fundamental ter um time forte para que se consiga ser campeão ou pegar uma vaga na Libertadores. O São Paulo e o Fluminense mostraram isso. Estamos formando uma equipe forte para ser campe㠖 explica o treinador. Por isso, Tite descarta rótulos de reservas e titulares para Emerson e Alex. O comandante ressalta a formação de uma “equipe” corintiana, o que possibilita trocas de peças sem perder a qualidade.

- Não gosto de falar em reservas e titulares, gosto de falar em equipe. Temos de ter peças para manter um nível técnico bom. É importante um planejamento e um grupo qualificado para não haver surpresas e chegar a um jogo decisivo sem ter um cara para colocar em uma determinada função.

A maior preocupação do técnico gira em torno das lesões. Como os times disputam frequentemente dois jogos por semana no Brasileirão, o cansaço é um fator que pesa e acaba tirando jogadores de partidas. Contra o Bahia, por exemplo, quatro corintianos entraram em campo com elevados níveis de creatina quinase (CK) no sangue, que é um indicador de desgaste físico. Tite tenta encontrar nos treinos um equilíbrio para manter seus jogadores em alto nível sem cansá-los.

- Tem que dosar muito bem o trabalho. Se colocar atividade com intensidade maior, estoura o atleta. Daí, perdemos a qualidade dele. Tenho de encontrar esse meio termo e, às vezes, individualizar o treinamento. O Liedson não pode ter a mesma carga que o Paulinho. Esse é o desafio.          

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