MENU

Título consolida Diego Forlán como ídolo uruguaio

Título consolida Diego Forlán como ídolo uruguaio

Atualizado: Segunda-feira, 25 Julho de 2011 as 9:21

Ele já havia sido o melhor jogador da última Copa do Mundo. Já era um orgulho dos uruguaios. Mas o processo de idolatria que envolve Diego Forlán ganhou um elemento definitivo neste domingo. O título da Copa América, com dois gols marcados na vitória de 3 a 0 sobre o Paraguai na decisão, fez aumentar o carinho dos torcedores.

Conforme corria o jogo, as mais de 10 mil pessoas presentes em uma praça de Montevidéu vibravam em tom maior quando quem aparecia no telão era Forlán. Duas meninas assistiram ao jogo segurando, o tempo todo, duas fotos do atacante de Atlético de Madri. E ele fez dois gols. Justamente ele, que fazia uma boa Copa América, mas não conseguia marcar.

Meninas carregam foto de Forlán (Foto: Alexandre Alliatii / Globoesporte.com)

  Com isso, ele completa a história familiar na Copa América. Seu avô havia ganhado o torneio como treinador do Uruguai nos anos 50. Seu pai repetiu o feito uma década depois. E agora é a vez dele.

Encerrada a partida, o nome de Diego Forlán passou a ser gritado mais do que o de qualquer outro jogador da Celeste. Torcedores, especialmente mulheres, andaram pelas ruas com cartazes dedicados ao ídolo, chamado carinhosamente de Dieguito.

- Ele representa bem esse novo momento do nosso futebol - disse o advogado Pedro Esteban, 48 anos.

Forlán com a taça da Copa América

no vestiário (Foto: Arquivo Pessoal)

  Mas outros jogadores compartilharam fatias grandes da idolatria dos uruguaios. Suárez, o craque do torneio, foi muito festejado quando a seleção retornou a Montevidéu. Lugano, símbolo da raça charrua, se torna cada vez mais ídolo no país. O goleiro Muslera, um dos destaques da Copa América, é outro que passa a fazer parte do grupo.

E há um caso à parte. Mesmo no banco, sempre que a imagem de Loco Abreu aparecia no telão, nascia um grito coletivo entre os torcedores. Coadjuvante no título, ele foi um dos jogadores mais festejados. Não por acaso, foi o mestre de cerimônias da comemoração no Centenário. De microfone em punho, comandou os colegas e brincou com a torcida.

- Recebi o prêmio de melhor reserva - disse.            

veja também