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Torcida não lota Engenhão, mas apoia Flu e vai embora decepcionada

Torcida não lota Engenhão, mas apoia Flu e vai embora decepcionada

Atualizado: Quinta-feira, 10 Fevereiro de 2011 as 9:49

Apenas um terço do Engenhão estava completo, mas os 15.939 torcedores presentes (14.031 pagantes), se não puderam repetir as festas de 2008, no Maracanã, apoiaram o Fluminense durante os 90 minutos da partida contra o Argentinos Juniores, nesta quarta, pela primeira rodada do Grupo 3 da Libertadores. Ao término dos 90 minutos, porém, o sentimento foi de frustração, e o empate por 2 a 2 fez com quem os gritos de incentivo dessem lugar as vaias.

Uma hora antes do jogo, o que se via nas arquibancadas ainda era mais o azul das cadeiras do Engenhão do que o verde, branco e grená dos tricolores. Os que estavam presentes, por sua vez, se fizeram ouvir. Principalmente quando Gutemberg de Paula Fonseca, quarto árbitro da partida, entrou em campo para aquecimento. Ainda com a polêmica arbitragem no clássico de domingo, contra o Botafogo, na cabeça, os torcedores o xingaram e gritaram ladrão.

Neste instante, chegou a “hinchada” do Argentinos Juniors, que, mesmo em pequeno número, cerca de 100, fizeram bastante barulho. A medida que a partida se aproximava, a torcida do Fluminense começou a ocupar seus lugares e na entrada do time em campo relembrou um dos “hits” de 2008: “O show está começando”, além da festa com papel picado e pó de arroz.

Com a bola rolando, os gritos de incentivo pouco cessaram e alguns torcedores, inclusive, invocavam os poderes do “He-Man” Rafael Moura diante da dificuldade de chegar ao ataque. Nervoso em campo, Willians incomodava e recebia algumas (poucas) vaias. Quase nulas se comparadas as para o goleiro Navarro, que fazia muita cera.

Silêncio mesmo, somente no primeiro gol dos argentinos, do baixinho Niell, de cabeça. Neste momento, foi possível ouvir as primeiras vaias para Diego Cavalieri, seguido de gritos de “Vamos virar, Nense”. Ao término do primeiro tempo, vaias para todo time.

Na volta para o segundo tempo, a esperança foi renovada e recompensada com o gol de empate marcado por Rafael Moura, aos 12. Ensandecidos, os tricolores gritavam alto e “empurraram” Mariano para a quase virada no minuto seguinte. Aos 26, porém, uma ducha de água fria.

Após passe errado do He-Man no meio-campo, Diego Cavalieri falhou feio em cruzamento e Niell mais uma vez colocou o Argentinos na frente. Foi quando a vaia para o goleiro se tornou uníssona, seguida de gritos de Ricardo Berna.

Rafael Moura voltou a salvar com seus poderes de super-herói e empatou a partida. O torcedor pediu a tradicional “benção a João de Deus”, mas não foi suficiente. O Fluminense tropeçou em seu primeiro compromisso na Libertadores de 2011, e deixou o campo vaiado.

Ao término da partida, Muricy Ramalho admitiu a decepção com o público presente e pediu, assim como na véspera da partida, que os tricolores assumam o Engenhão como sua casa.

- Em termos de números é pouco por ser Libertadores. É um campeonato importante. Eu sei pouco, mas percebemos que temos dificuldade com nossa torcida no Engenhão. Esse jogo no Maracanã é 30 mil fácil. Temos que abraçar o estádio. Somos muito bem recebidos aqui.

Os 15.939 presentes, porém, receberam o elogio do treinador.

- Os que vieram ajudaram bastante. Isso que estávamos precisando.

O Fluminense volta a jogar pela Libertadores no próximo dia 23, contra o Nacional do Uruguai, novamente às 22h (de Brasília) e novamente no Engenhão.

Por: Cahê Mota

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