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Toró, que tem o apelido no nome, não vê a hora de estrear no Atlético-MG

Toró, que tem o apelido no nome, não vê a hora de estrear no Atlético-MG

Atualizado: Sexta-feira, 18 Fevereiro de 2011 as 12:08

O nome dele é Rafael Ferreira Francisco, mas pode chamar de Toró. Literalmente. O volante do Atlético-MG incorporou ao nome o apelido que ganhou ainda na infância. Oficialmente, ele é Rafael Toró .     O jogador começou a carreira no Fluminense, em 2004. Mas antes disso, ainda menino, ele já corria com a bola nos pés, sem ainda saber em qual posição iria atuar. Na época, jogava mais ofensivamente e balançava muito as redes. Como os amigos diziam, fazia uma 'chuva de gols'. Daí o apelido Toró.

- É Rafael Toró Ferreira Francisco, o nome que eu carrego comigo desde 1994. E nada mais justo do que incluir ele na minha vida também. Quando eu era mais novo, jogava numa posição diferente e fazia bastante gols. E a galera começou a colocar esse apelido mais por esse lado de ser artilheiro, de fazer gols, e falavam que eu fazia uma chuva de gols. Hoje em dia eu jogo um pouco mais recuado, defendendo.

Durante a passagem pelo Tricolor Carioca, Toró ainda se aventurou em outro campo: o do cinema. Em 2004, com 18 anos, o jogador foi chamado para interpretar o 'rei' Pelé, no documentário sobre a vida do atleta do século XX. Para Toró, é claro, uma honraria inesquecível. E na cabeça daquele ainda adolescente, a expectativa de uma carreira promissora, que até então, ia muito bem.

- Foi uma emoção muito grande representar um jogador como foi o Pelé. A história que ele teve no futebol, na vida. A gente se espelha muito, mas acho que chegar igual o Pelé, não vai ter.

Da Gávea para as Laranjeiras

Porém, após a euforia de viver, nem que fosse na ficção, a vida de Pelé, a temporada no Fluminense não foi das melhores, e Toró se mudou: das Laranjeiras, para a Gávea. O casamento de Toró com o rubro-negro durou bastante: seis anos. No Flamengo, além de ter feito o nome como jogador, o posicionamento mudou: da frente, para o meio campo.

- O treinador Ney Franco achou melhor eu jogar mais recuado pelo bom passe, pela minha saída de bola boa. Na época, o Flamengo tava muito qualificado no meio campo e achou melhor eu jogar nessa posição. Foi bom.

Da Gávea para a Cidade do Galo

Em 2010, no entanto, os seis anos de casamento com o Flamengo terminaram. Com a concorrência no clube, além das contusões, Toró deixou o time da Gávea. Após alguns meses, veio o novo clube: o Atlético-MG. Em dezembro o jogador assinou com o Galo, porém, ainda não fez sua estreia. O que o jogador quer agora, é repetir a boa fase que teve no Flamengo. Pelo menos no novo clube, os exemplos são bons. Diego Tardelli, por exemplo, também deixou o rubro negro para virar ídolo no time mineiro.

- O Tardelli, o Obina conversam muito comigo. Eu também espero fazer essa minha história aqui no Atlético-MG como eles fizeram (Obina deixo o Galo neste ano). O Tardelli continua fazendo. A torcida merece (títulos). Nós jogadores também necessitamos de títulos para marcar o nosso nome de verdade no clube. É isso que eu quero fazer com bastante dedicação, com bastante raça.

Agora, Toró quer mesmo é repetir uma 'chuva de alegrias'.

- Eu também quero fazer minha história, voltar minha felicidade como era antes aqui no Atlético-MG e dar títulos que a torcida merece.    

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