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Treinador de quenianos revela que chuva e frio são inimigos nesta São Silvestre

Treinador de quenianos revela que chuva e frio são inimigos nesta São Silvestre

Atualizado: Quarta-feira, 30 Dezembro de 2009 as 12

Nas entrevistas, os quenianos não admitem que enfrentam problemas quando encontram chuva e frio nas corridas de rua. Nicholas Koech, que ficou em sexto na São Silvestre de 2008, diz que não se importa com o tempo. Mas Moacir Marconi, o Coquinho, sabe que o tempo ruim é o inimigo dos atletas do Quênia. Ele, que treina um grupo de estrangeiros (além de quenianos, também há um tanzaniano), vê o desempenho dos atletas cair bruscamente se a chuva e o frio aparecerem.

- Quando chove e faz frio eles não rendem, e às vezes não querem nem largar (começar a corrida). Os resultados com estas condições de tempo são geralmente ruins - explica o treinador, mostrando que o grupo está acostumado e rende melhor em um clima ameno. Muito calor também não ajuda.

Apesar de o tempo ser uma ameaça, já que chove constantemente nos últimos dias em São Paulo, os quenianos também têm seus trunfos. Resistentes, apesar de franzinos, eles aprenderam a percorrer os caminhos longos no dia a dia.

- Eles são privilegiados por treinarem na altitude, e além disso, as adversidades que enfrentam também contribuem para que eles sejam rápidos e percorram longas distâncias. Desde pequenos precisam andar e correr para ir à escola, por exemplo. A São Silvestre é o ápice das corridas do fim do ano no mundo. E eles sabem que isso faz a diferença no currículo - ressaltou o treinador brasileiro.

Coquinho começou a ter boas relações com quenianos quando morou na Itália. Antes, ele levava brasileiros para treinar no exterior e acabou fazendo amizade e aconselhando alguns quenianos. Em 2002, instalou-se em Nova Santa Bárbara, no Paraná, e montou um centro de treinamento, passando a trazer os estrangeiros para os treinos no Brasil.

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