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Triunfo da objetividade: Figueirense vence o Botafogo em Florianópolis

Triunfo da objetividade: Figueirense vence o Botafogo em Florianópolis

Atualizado: Quinta-feira, 4 Agosto de 2011 as 8:19

            No futebol, domínio não é sinônimo de eficiência. Isso ficou claro nesta quarta-feira, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde o Botafogo dominou as ações, mas foi o Figueirense o time mais objetivo. Resultado: 2 a 0 para os catarinenses, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Edson Silva e Júlio César, de pênalti, marcaram os gols da equipe da casa, que, assim, encerrou a sequência de seis partidas sem vitórias.

Na próxima rodada, o Figueirense, que chegou aos 19 pontos e subiu para a oitava colocação, vai a Ipatinga enfrentar o Atlético-MG, às 21h de sábado. No dia seguinte, o Botafogo, que permanece com 22 pontos, joga contra o Vasco, em clássico no Engenhão, às 18h30m (de Brasília). O clube carioca segue na sexta posição, mas pode ser ultrapassado pelo Inter, caso o Colorado derrote o Fluminense, nesta quinta-feira.

Dominio nada efetivo do Alvinegro carioca

Desde o início da partida foi o Botafogo que dominou as ações. Envolvendo o Figueirense com posse de bola, o time carioca chegou muito ao ataque. Mas, como no futebol o que conta é o gol, levou a melhor quem foi mais efetivo no ataque e aproveitou as oportunidades. Enquanto o time de Caio Júnior abusava dos toques de bola e pouco ameaçava Wilson, os catarinenses balançaram a rede na primeira vez em que levaram perigo.

Depois de sofrer falta de Cortês pelo lado direito, Elias cobrou falta na área. Edson SIlva subiu praticamente sozinho e, aproveitando a lentidão de Jefferson na saída, tocou de cabeça para fazer 1 a 0 aos 17 minutos. O zagueiro defendeu o Alvinegro carioca em 2008.

A desvantagem criou nervosismo no Botafogo, que passou a errar muitos passes. Assim, a já ineficaz chegada ao ataque ficou ainda mais comprometida. O Figueirense acertou a marcação e optou por ficar retraído, apostando nos contra-ataques. Elias, Fernandes e Júlio César se movimentavam bem, chegando com perigo ao ataque.

No fim do primeiro tempo, o Figueirense ampliou a vantangem num lance polêmico. Júlio César avançou pela direita e se atirou na área após dividida com Antônio Carlos. Pênalti inexistente assinalado pelo árbitro. O próprio atacante cobrou e fez 2 a 0, aos 40 minutos.     Edson Silva comemora o seu gol, o primeiro do Figueirense contra o Botafogo (Foto: Ag. Estado)       Mesma história na etapa final, mas sem os gols

Os números ao final da primeira etapa traduziram perfeitamente que levou a vantagem quem foi mais eficiente. Apesar dos 58% de posse de bola, o Botafogo finalizou apenas três vezes, enquanto o Figueirense chegou ao gol de Jefferson em sete oportunidades.

O Botafogo voltou para o segundo tempo com Lucas no lugar de Alessandro. A mudança teve a intenção de dar mais poder ofensivo, o que realmente aconteceu. No entanto, o que se viu foi uma equipe ainda sem conseguir criar chances claras de gol, apelando para bolas levantadas na área (foram 21 no jogo, contra 11 do adversário). O Figueirense procurou se garantir atrás para frear o ímpeto inicial do time carioca.

E, de tanto marcar, o Figueirense acabou perdendo um jogador. Edson Silva cometeu falta em Herrera e levou o segundo cartão amarelo aos 20 minutos. Logo depois, quando decidiu substituir Elias por Pittoni, o técnico Jorginho ouviu o coro de burro de parte dos torcedores. Em seguida, Caio Júnior tirou os pendurados Herrera e Marcelo Mattos para as entradas de Alexandre Oliveira e Felipe Menezes, respectivamente.

Com a vantagem de um homem, o Botafogo encontrou mais espaços para atacar. Mesmo assim, seguiu trocando muitos passes, mas sem mostrar objetividade e arriscar chutes a gol. Bastou o Figueirense manter firme sua marcação para garantir a vitória. Nervoso, o Alvinegro carioca ainda perdeu Maicosuel expulso aos 45 minutos.                

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