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Turquia vence no embalo da torcida, vai às quartas e alimenta o sonho

Turquia vence no embalo da torcida, vai às quartas e alimenta o sonho

Atualizado: Segunda-feira, 6 Setembro de 2010 as 7:43

O orgulho se manifesta desde que eles apontam na entrada da quadra. O ginásio lotado fica todo de pé e se rende àqueles 12 homens. Canta. A sensação é a de que confiam tanto neles que nenhum outro time será capaz de superá-los neste Mundial, para o qual se prepararam durante longos seis anos. O técnico Bogdan Tanjevic chegou a interromper as sessões de quimioterapia na luta contra um câncer só para poder treinar a equipe. Sonha, como os compatriotas, ver sua seleção chegar longe. E até agora, nada indica que o sonho é impossível. Neste domingo, o Sinan Erdem Dome foi o palco da sexta vitória turca em seis partidas. A dona da casa não tomou conhecimento da França, venceu por 95 a 77 e avançou às quartas de final do torneio.

Foi nas quartas que a Turquia acabou eliminada há quatro anos, no Japão, diante da Argentina. Mas naquele torneio, deixou pelo caminho nas oitavas justamente a Eslovênia, rival de quarta-feira.   Neste domingo, em Istambul, Hedo Turkoglu assumiu o posto de protagonista e liderou a seleção turca com 20 pontos. Guler também brilhou, com 17, e Asik fez 10. Ilyasova, que vinha sendo o principal jogador da equipe, foi discreto com nove pontos. O único do elenco que não pontuou foi o armador Tunçeri, que torceu o tornozelo no terceiro quarto e saiu machucado.

Pelo lado francês, o cestinha foi o ala-pivô Boris Diaw, com 21 pontos, seguido pelos 15 do armador Nando De Colo.

Ao fim do jogo, festa dos jogadores de branco dentro da quadra, euforia da torcida de vermelho nas arquibancadas. Ninguém queria arredar o pé da arena. Cantando, gritando, aplaudindo sem parar.

A torcida da França chegou cedo. Mesmo em pequeno número, sonhava ver sua equipe derrubar os donos da festa. Mas ficou ali, acanhada e praticamente sem voz. Na quadra, a situação era a mesma. Os anfitriões faziam 5 a 0 diante de um adversário assustado e com a mão descalibrada. Foram necessários cinco minutos para se acostumar com a pressão vinda da arquibancada e fazê-la silenciar durante menos de 30 segundos, tempo em que a França virou o placar (8 a 7) e conseguiu se manter na liderança. Nada que não pudesse ser consertado.

Ainda mais com um apoio daqueles, onde mesmo numa tentativa malsucedida de fazer a cesta o jogador era aplaudido para que não desanimasse. Ersan Ilyasova, o craque do time em noite não muito inspirada, foi acarinhado em algumas delas. O agradecimento viria sob forma de empenho e com a vantagem no primeiro quarto: 19 a 14.

Não demorou muito para que a frente chegasse a 28 a 18 e incendiasse ainda mais a torcida. Os franceses ainda esboçaram uma reação, mas não conseguiram dar continuidade. A Turquia variava mais as jogadas e encontrava o garrafão praticamente aberto. O caminho estava tão tranquilo que o capitão Turkoglu voltou a pontuar, para delírio de seus compatriotas. E dá-lhe cantoria no intervalo: 43 a 28.

Dali em diante, a paixão se manifestou com ainda mais força. Daquelas capazes de minar o rival. Os Bleus não se encontravam mais. Viam a Turquia se agigantar e não escondiam o seu abatimento. Ao fim do terceiro período: 71 a 45.

Ali de pertinho, os jogadores da seleção nacional de futebol, incluindo o brasileiro naturalizado Mehmet Aurélio, faziam coro com as outras 15 mil vozes do ginásio. O triunfo já estava assegurado, a vaga já estava no bolso, mas a festa tinha que continuar. E a equipe respondia. Guler corria, infiltrava, fazia cestas e deixava a quadra sob aplausos. Ainda houve tempo para uma cravada espetacular de Ilyasova, a senha para iniciar a festa nos segundos finais. Nas arquibancadas, todos de pé. Na quadra, festa dos jogadores. Exatamente do jeito que eles queriam ver.   fonte: GloboEsporte

Postado por: Juliana Melo

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